Com o objetivo de tentar integrar os vários refugiados que chegam à costa italiana e grega de forma dramática, a Comissão Europeia propõe que a Europa acolha 40 mil pessoas. Esta medida terá ainda de ser aprovada pelos Estados-membros. Mas caso avance, as nações que aderirem à proposta terão direito a 6.000 euros respeitantes a cada indivíduo acolhido. Portugal pode receber 2.381 refugiados (o que significa 3,3% do valor total traçado pela Comissão Europeia). Desse número, em 2 anos prevê-se que Portugal possa abrigar 1.701 refugiados (oriundos da Etiópia e da Eritreia) ao abrigo do sistema de transferência, sendo ainda de acrescentar mais 680 pelo sistema de emergência.

Se assim for, crê-se que o Governo português tenha que estudar 1556 pedidos de ajuda. Em 2014, segundo o Eurostat, as autoridades portuguesas receberam 155 pedidos, mas aprovaram apenas 40.

O Presidente da Câmara Municipal da Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, já revelou à agência Lusa total disponibilidade para a sua região acolher 10 famílias: "Povo solidário que somos, temos a obrigação ética e moral de contribuir para ajudar a minorar esta tragédia humanitária". Já deu a conhecer as suas intenções (por carta enviada a 25 de maio) ao Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Relativamente à posição de outros países sobre esta sugestão, o Reino Unido, a República da Irlanda e a Dinamarca, não pretendem aderir à ideia. Caso aceite, que vai receber refugiados é a Alemanha (8.763 pessoas, o que significa 21,91%).

Medidas Anti-Tráfico Humano

A Comissão Europeia também já elaborou medidas para fazer frente à emigração clandestina e aos exploradores. Os Estados-membros vão intensificar a troca de conhecimentos e ainda desenvolver um registo de embarcações suspeitas. A União Europeia vai ainda implementar mais equipas de investigação e salvamento no Mediterrâneo, investindo em mais pessoas, equipamentos e apoios financeiros. Uma vez mais estas propostas ainda não estão confirmadas, pois necessitam da "luz verde" Estados-membros da União.

Até abril deste ano mais de 1.750 migrantes, já perderam a vida no Mar do Mediterrâneo, um número que é 30 vezes superior em comparação com o mesmo espaço temporal 2014!

O cenário catastrófico que se vive no Iraque e no Irão aumenta ainda mais as preocupações. O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, referiu ao Euronews que: "O mundo não está consciente do drama (...) se juntarmos a Síria e o Iraque, o número de pessoas deslocadas é próximo dos 15 milhões e muitas delas vivem numa miséria absoluta". #Política Internacional #Emigração