Os países da União Europeia concordaram em receber um total de 60.000 refugiados nos próximos dois anos. Os líderes reuniram-se ontem numa cimeira que durou 12 horas, sendo retomada hoje. Fazendo face ao problema da #Emigração, os responsáveis concordaram em receber esses refugiados, mas as quotas são voluntárias. A reunião não foi, de resto, o mais pacífica possível.

A instituição de quotas obrigatórias provocou desagrado a vários países (Hungria, Polónia, Grécia e Itália), com os italianos a extremarem mesmo a sua posição: "Ou vocês estão solidários ou não nos façam perder o nosso tempo", terá dito o primeiro-ministro Matteo Renzi.

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Em causa está a solidariedade com os países que têm um maior fluxo de migrantes chegados do Mediterrâneo.

Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, referiu em conferência de imprensa que depois da longa discussão de ontem, terá que ser debatido o método de repartição dos migrantes. Os Ministros do Interior tomarão uma decisão sobre o assunto no próximo mês de Julho. #Política Internacional

Portugal quer pensar as quotas

O Governo de Portugal não nega a necessidade de haver solidariedade entre Estados-membros, mas quer também a negociação da ponderação dos critérios para atribuir as quotas. A proposta para já existente, submetida pela Comissão Europeia, sugere que os refugiados devem ser distribuídos pelos países europeus consoante o seu Produto Interno Bruto (PIB), população e taxa de desemprego. Significaria isto que Portugal teria que assumir, ao todo, mais de 2.400 refugiados, entre mecanismo de realocação e mecanismo temporário de reinstalação.

Migrantes saem do norte de África e Médio Oriente

A maior parte dos refugiados provém da Síria (40.000). Mas as situações no norte e no Corno de África, bem como no Médio Oriente, deverão originar a reinstalação de 20.000 migrantes. Ao todo, serão 60.000, conforme aprovado ontem pelos líderes europeus. Recorde-se que o Mediterrâneo é usado como "porta de entrada" na Europa por parte dos refugiados de África e Médio Oriente. Tentam escapar à instabilidade, guerra e fome nos seus países, mas por vezes as tragédias não são evitadas, como já aconteceu mais do que uma vez este ano.