Portugal é o terceiro país da União Europeia (UE) com maior desigualdade de género. O país só supera a Roménia e a Eslováquia em matéria de diferença entre homens e mulheres. É uma perda de três lugares face ao último índice, o que mostra que em Portugal as mulheres estão mais longe da igualdade relativamente aos homens. No topo da tabela estão sobretudo países nórdicos.

De acordo com os dados do Índice Europeu de Igualdade de Género, divulgado hoje, 25 de Junho, de modo global a igualdade de géneros melhorou ligeiramente de 2010 para 2012. Contudo, Portugal está bastante longe da média europeia, não chegando sequer ao índice de 40.

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O país apresenta agora o seu pior resultado de sempre.

Tempo e poder

O tempo e o poder são os grandes diferenciadores entre homens e mulheres. Se entre a população feminina empregada, 77 por cento dedicava pelo menos uma hora do seu dia a cuidados com a casa e com a família, já os homens só ocupam 24 por cento do tempo dessa forma. Os altos cargos dos países da UE são igualmente ocupados maioritariamente por homens - nos cargos ministeriais são 78 por cento e nos parlamentos a percentagem é de 75 por cento.

Mulheres trabalham mais em Portugal

O relatório do Instituto Europeu para a Igualdade de Género concluiu também que em Portugal as mulheres trabalham mais do que as mulheres europeias. Além disso, recebem menos e têm maior risco de estar no limiar da pobreza. De facto, as portuguesas perdem para as europeias em todos os parâmetros analisados pelo estudo - trabalho, dinheiro, #Educação, tempo, poder e saúde.

Os homens lusos têm mais facilidade em tirar horas de trabalho para resolver assuntos pessoais ou familiares, sendo que a educação e a saúde têm mais mulheres do que homens a trabalhar.

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Cerca de 18 por cento das mulheres portuguesas com mais de 16 anos estão no limiar da pobreza, contra os menos de 17% da média europeia.

Embora haja mais mulheres em cargos políticos (o Governo tem as ministras Maria Luís Albuquerque e Anabela Rodrigues), estas continuam em minoria na administração central, local e nas principais empresas cotadas em Bolsa. O registo positivo vai para a educação, onde cada vez mais o sexo feminino tem formação superior. #Causas