A situação económica da Grécia continua a dar muito que falar. Os ministros das Finanças do #Euro juntaram-se no passado sábado, e este domingo, em comunicado, tornaram públicas as decisões tomadas em reunião. O Eurogrupo diz considerar fundamental restaurar a confiança nas autoridades gregas, atualmente alvos fáceis da crítica internacional. Nesse sentido, mostra-se disponível para levar a cabo um terceiro empréstimo, que iria variar entre os 82 e os 86 mil milhões de euros. Para que tal aconteça, o governo grego é obrigado a aprovar, até esta quarta-feira, dia 15 de julho, a implementação de mais medidas de austeridade, promovendo reformas mais profundas no país.

Significa isto que Aléxis Tsípras, eleito primeiro-ministro da Grécia no início do ano, e as autoridades gregas têm aproximadamente três dias para aprovar, em parlamento, diversas medidas, de onde se destacam a redução das despesas com pensões, a alteração das taxas do IVA, a continuação da privatização da empresa de serviços de eletricidade do país (ADMIE), a modernização e fortalecimento da administração pública ou mesmo a normalização dos métodos de trabalho com os credores. A Grécia estaria também obrigada a aplicar várias reformas no mercado, como a abertura do comércio ao domingo e o estabelecimento de novas regras para os períodos de saldo.

O valor do empréstimo, superior àquele que foi acordado com Portugal (fixado inicialmente em 78 mil milhões de euros), revela-se superior às expectativas - o previsto seria um montante entre os 30 e os 50 mil milhões. No entanto, o FMI já havia avançado, na semana passada, que só a banca, encerrada desde o dia 26 de junho, poderia vir a precisar de qualquer coisa como 25 mil milhões de euros, o que levaria à necessidade de um empréstimo na ordem dos 70 mil milhões, no total.

Caso o governo grego não aprove a implementação das referidas medidas, o Eurogrupo admite a saída temporária da Grécia do euro. Ontem, um jornal alemão revelou mesmo que o ministério das Finanças germânico propôs o abandono grego do euro por um período de "pelo menos cinco anos", possibilidade que ganha cada vez mais força.

Tsípras vê-se, portanto, bastante pressionado por toda a comunidade internacional a aceitar este acordo. Para já, e perante este impasse, o euro já caiu mais de 0,5%. #Política Internacional