Os corpos de treze migrantes foram descobertos pela Marinha irlandesa durante a operação para resgatar mais de 500 pessoas a partir de um barco superlotado no Mediterrâneo. 522 refugiados estavam a tentar fazer a perigosa travessia para a Europa quando a embarcação foi interceptada pelo navio militar irlandês "LÉ Niamh" a 80 km ao largo da costa da Líbia. Acredita-se que as pessoas morreram por esmagamento e asfixia devido a condições de superlotação. Os corpos foram encontrados abaixo do convés principal. Pensa-se que a embarcação deixou Trípoli na madrugada de segunda-feira.

Só o "LÉ Niamh", que integra desde 10 de julho as operações humanitárias que decorrem nas águas mediterrânicas, já resgatou 1280 migrantes, de acordo com as forças armadas da Irlanda.

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Os migrantes resgatados são de países como Marrocos, Sudão, Síria, Eritréia, Bangladeche e de territórios palestinianos ocupados.

Só em 2015, segundo a Organização Internacional para as Migrações, cerca de 150 mil migrantes chegaram a território europeu via mar, a maioria com destino a Grécia e Itália, e mais de 2000 morreram durante as travessias. As boas condições climáticas durante o Verão favorecem o fluxo de imigração da costa Norte Africana para a Itália, ponte natural com a Europa, que poderá fazer aumentar o número nas próximas semanas.

Com um número recorde de migrantes afogados no Mediterrâneo, muitos outros que procuram uma vida melhor na Europa Ocidental optam por viajar via terrestre, através dos Balcãs. A maioria das pessoas que chegam com segurança ao território italiano vêm da Síria e África Subsariana.

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Quando chegam sãos e salvos, procuram imediatamente por um trabalho para enviar dinheiro para as famílias e amigos em países do terceiro mundo. Só em 2014 o envio envolveu um total de mil milhões de euros, de acordo com dados do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola em Itália.

Esta quarta-feira Itália prepara-se para acolher mais de mil imigrantes resgatados nas últimas horas do mar Mediterrâneo. #Emigração