A jornalista Petra Laszlo, que trabalhava na NT1, foi despedida depois de pontapear refugiados, em Roeszke, na Hungria, segundo notícia do El Mundo. Aquele canal de televisão considerou a atitude da repórter como "inaceitável". A vítima integrava um grupo de refugiados, na fronteira da Sérvia com a Hungria, perante a cobertura de vários órgãos de comunicação social. Numa imagem, vê-se a jornalista rasteirar um refugiado, com uma criança ao colo, o que se tornou viral e mereceu, rapidamente, inúmeros comentários negativos nas redes sociais. A polícia interveio, entretanto, utilizando gás lacrimogéneo, pelo que muitos refugiados voltaram para o campo.

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O clima de tensão tem estado instalado neste país do leste da Europa, acusado de encaminhar os cerca de 2000 refugiados, que iam para a Áustria e Alemanha, para diversos campos húngaros.

 

 

Orban recusa problema

Neste contexto, Viktor Orban, primeiro-ministro húngaro, garante que, apesar da retenção em centros de refugiados para serem registados, este problema é alemão, porque “ninguém quer ficar na Hungria, nem na Eslováquia, Polónia ou na Estónia”, tal como anunciou em conferência de imprensa, citado pela TVI 24. Entretanto, estes quatro países vão reunir-se nesta sexta-feira, 11 de Setembro, para discutir a crise dos refugiados sírios. As autoridades húngaras construíram a vedação, com arame farpado, mas, pelo menos, dois mil refugiados já conseguiram ultrapassá-lo a partir da Sérvia. 

Milhares em Munique

Munique, no sul da Alemanha, recebeu os primeiros refugiados provenientes da Hungria.

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Os aplausos e a oferta de doces a crianças marcaram as imagens registadas em solo germânico. A chanceler Angela Merkel já demonstrou publicamente que Alemanha tem condições para apoiar os migrantes, tendo, para tal, estabelecido um orçamento de seis mil milhões de euros. A França assumiu, também, forte intervenção a favor da causa síria, ao disponibilizar-se para receber 24 dos 120 mil migrantes determinados, recentemente, pela Comissão Europeia. #Emigração