O social-democrata Anders Ygmen, atual ministro do Interior da Suécia, declarou esta quarta-feira, 27 de janeiro, que os migrantes cujos asilos foram rejeitados têm de sair do país. Segundo o jornal "O Observador" os números podem variar entre 60.000 a 80.000 pessoas, que chegaram ao país em 2015. O governo sueco pediu a colaboração da polícia e das autoridades competentes pelo acolhimento dos refugiados para unirem esforços e organizarem a saída destes refugiados em voos próprios ao longo de vários anos.

O ano de 2016 começou há menos de um mês mas já existem dados da União Europeia que indicam que, até à data, já chegaram mais de 46.000 pessoas à Grécia.

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E pelo menos 170 pessoas perderam a vida a atravessar o Mediterrâneo. Apesar desta medida da Suécia estar a ser alvo de duras críticas, é importante relembrar que este é o mesmo país que, só no ano passado, aceitou mais de 160.000 pedidos de asilo, sendo um terço deste número de origem síria. Deste número, 35.400 são refugiados menores que chegaram ao país sozinhos e sem qualquer tipo de apoio.

O caso de uma funcionária de um centro de refugiados ter sido assassinada por um grupo de jovens migrantes chocou o mundo. Ainda não existem dados do motivo deste horrendo crime, mas existem suspeitas que tenha sido durante uma luta de adolescentes. Chamava-se Alexandra Mezher, era de origem libanesa e tinha planos para fazer uma pós-graduação em ciências-sociais. Este caso veio levantar sérias questões sobre as condições em que os refugiados são obrigados a viver nestes centros, estando grande parte sobrelotados e com poucos adultos para supervisionar os menores.

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Este centro de refugiados é um dos que recebe apenas menores de idade que chegaram sozinhos e sem família. A polícia sueca já está a investigar o caso e já prendeu um jovem refugiado suspeito mas ainda não se sabe o motivo para tal crime. Foram já destacados cerca de 4 mil polícias para evitar que crimes desta natureza possam voltar a acontecer. Segundo declarações do comissário da polícia nacional sueca existem muitos conflitos nos centros de acolhimento e é necessário encontrar uma solução para este problema.  #Emigração