O Markets Report noticiou na segunda-feira (8 de fevereiro) que os #Bancos europeus tinham sido apanhados numa espiral de afundamento devido à queda dos preços de petróleo. Peter Garnry, do Saxo Bank, refere que "o ambiente actual é muito, muito mau. É o fim de um ciclo próspero". O Markets Report refere que o índex de 600 bancos europeus (Stoxx Europe) conheceu 6 semanas consecutivas de queda, a maior queda desde 2008 (quando se deu a crise financeira em que os bancos registaram 10 meses de quedas).

A queda dos preços de petróleo e sinais de quebra na bolsa chinesa afastaram os investidores de todo o mundo na economia.

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Mas a economia europeia foi a que começou pior o ano de 2016, com uma queda de 23% em relação aos 13% do mesmo período do ano passado.

O que aconteceu foi que no final de 2015 o bancos europeus eram uma das mais populares zonas de investimento, por causa dos esperados benefícios resultantes de investimentos de alto risco, expectativas no crescimento da inflação e melhoramentos no crescimento económico. Mas a queda dos preços de petróleo e o abrandamento da bolsa chinesa rasuraram aquele cenário optimista. E o cenário é muito preocupante, diz Garnry: "Porque na Europa o crédito é assunto quase exclusivo dos bancos - enquanto nos EUA se pode encontrar facilmente crédito fora dos bancos, em empréstimos de empresas por exemplo". Fica assim em dúvida a capacidade da economia europeia em financiar-se pelo crédito: "É um pouco assustador", conclui Garnry.

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Os maiores bancos europeus são os que registam as maiores quedas. O Deutsche Bank foi o que registou a maior queda no último ano (36%) e logo a seguir o Credit Suisse com perdas de 34%.

Mas o cenário é pior do que se pensa: quando o Banco Central Europeu estabeleceu juros negativos para a banca europeia, criou a obrigação dos bancos pagarem para terem liquidez, isto quando são simultaneamente esmagados nos seus lucros. O que se espera é uma diminuição da capacidade dos bancos concederem crédito, queda nos lucros bancários e estagnação da economia europeia. Portanto há regras regulatórias que cortam nos lucros dos bancos e há um abrandamento da actividade económica. "Não está a ser divertido ser um banco europeu neste momento", disse Garnry ao Markets Report.

Também a AFP noticiou que a bolsa grega caiu perto dos 8%. E os bancos gregos perderam quase 25% dos valores de mercado habituais médios. Na origem desta assustadora queda estão preocupações acerca das reformas do governo grego.

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Esta queda vem em consonância com a forte queda da economia europeia em geral, mas principalmente no mercado de acções e na queda dos lucros dos bancos. E mais uma vez são as preocupações com a queda do preço do petróleo e a estagnação da economia chinesa que impedem os investidores de agitarem a economia.

Na Grécia, empresas de topo como a Empresa de Energia Pública e a Autoridade Portuária Piraeus chegaram a perdas no valor de 12.5%.

O governo de Tsipras está criar mais medidas que vão necessariamente desestabilizar o país. E neste momento a escolha do executivo grego divide-se entre mais austeridade ou mais revoltas populares. Este cenário de confusão política e social é péssimo para economia, afastando os investidores que não gostam de navegar nas águas turvas gregas. E na semana passada, depois de mais uma reunião Grécia /FMI, não houve nenhum acordo. O governo de Tsipras também enfrenta duras críticas internas, porque o diário Avgi, próximo do governo de esquerda grego, admite que ainda há muitas dificuldades para um orçamento fiscal para 2017 e 2018.

Tsipras, que quer bloquear as pensões altas, enfrenta ainda disseminados protestos das populações que não querem por exemplo a construção de postos para refugiados porque vão arruinar o turismo. E na semana passada houve uma enorme greve geral, enquanto agricultores gregos têm mantido posições de resistência contra Tsipras, mantendo estradas cortadas desde há 3 semanas. #Política Internacional #Euro