Durante um discurso a um grupo de católicos franceses o Papa Francisco referiu, acerca da recente migração de massas para a Europa, que "pode falar-se de uma invasão árabe, é um facto social". E o Papa adiantou que no passado a Europa teve sempre influxos de pessoas e invasões ao longo da sua história. O L’Osservatore Romano, jornal do Vaticano, confirma que o Papa foi sempre a favor de uma "Europa que saiba dialogar entre culturas" e que a "Europa é o único continente que pode trazer uma certa unidade ao planeta".

O sumo-pontífice católico admite que esta migração pode ser benéfica se considerarmos a baixa natalidade europeia, mas não se refere ao choque e conflito cultural entre o Islão e o cristianismo católico dominante na Europa que esta migração planeada (segundo o DCDC Global Strategic Trends Programme, 2007-2036) poderá trazer no futuro.

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Também lembra que “a Europa se enfraquece quando esquece a sua história”, diz o papa Francisco.

Referindo-se a este movimento de massas para Europa como um produto da globalização, o Papa, de naturalidade argentina, não deixou de se mostrar inquieto: "Há uma coisa que me preocupa, claro que a globalização nos traz união, mas há coisas boas e coisas menos boas na globalização”, relatou o jornal on-line BreitbartPara Francisco, a globalização pode trazer unidade à humanidade "mas cada povo, cada nação, deve conservar a sua cultura, identidade e riqueza", referiu, lembrando a soberania das nações e a vontade popular.

"Só a Europa tem uma vocação de universalidade" disse o pontífice. "Através da colonização a Europa trouxe riqueza aos povos, mas se esquecer a sua história a Europa será fraca e tornar-se-á num vazio".

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E foi mesmo crítico à actual União Europeia: s vezes penso, onde é que vamos encontrar outro Schumann ou um Adenauer? Esses grandes fundadores da União Europeia".  A UE confunde política com soluções circunstanciais, disse o Papa, e foi muito crítico para a UE onde, segundo Francisco, "só pode haver negociações quando se esteja ciente que se vai perder algo em benefício do todo".

Por fim, Jorge Mario Bergoglio, nome próprio do Papa Francisco, mencionou que embora haja um "trabalho duro para criar um diálogo entre cristãos e muçulmanos, são os extremistas religiosos que estão na origem da guerra".

A União Europeia espera mais 100.000 refugiados até Junho. E a Turquia mantém estacionados mais de 1 milhão de árabes prontos para se dirigirem para a Europa. #Religião #Política Internacional #Emigração