António Guterres esteve reunido este domingo, 24 de Abril, no Porto, numa sessão com membros de vários partidos da esquerda europeia, no Seminário de Vilar. Nesta reuniã, os membros da esquerda europeia discutiram sobre a acção da Europa face aos refugiados. O ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, de acordo com o Público, lastimou a “incapacidade da Europa em dar uma resposta solidária à crise dos refugiados e à crise das migrações”.

Guterres sublinhou que os países da Europa deviam trabalhar numa frente unida e solidária de modo a ajudarem as pessoas que se encontram numa fase de instabilidade política e de guerra nos seus países de origem.

Publicidade
Publicidade

O antigo-primeiro-ministro realçou também o problema da distribuição dos refugiados e dos imigrantes ilegais, visto que alguns estados-membros têm cotas de recepção de refugiados mais elevadas do que outros. Para além de que uma parte dos países não quer ter a responsabilidade de acolher as pessoas vindas, por exemplo, da Síria e do Afeganistão.

O actual candidato ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas frisou a sua desaprovação em relação ao contrato entre a União Europeia e a Turquia, realizado em Março, cujo objectivo é reenviar para a Turquia todas as pessoas que forem apanhadas a atravessar clandestinamente a fronteira com entre o território turco e a Grécia. Em contrapartida, de acordo com o Expresso, os líderes europeus vão acelerar a liberalização dos vistos para os visitantes turcos, relançar as negociações de adesão e duplicar, para 6 mil milhões de euros, a ajuda que será concedida à Turquia até 2018.

Publicidade

Guterres disse que a acção que deveria estar em marcha é precisamente "ao contrário", com os países da Europa a criar medidas para integrar essas pessoas nas sociedades europeias. Segundo o Público, o candidato a sucessor de Ban Ki-moon nas Nações Unidas propôs a instalação de novas leis que visassem travar o tráfico e o contrabando humano, pois muitas vítimas de guerra, que têm o sonho de conseguir refúgio na Europa, são enganadas por traficantes que lhes prometem a entrada no continente, porém acabam por ser vendidas e tratadas como mercadoria.

Apesar de António Guterres sublinhar que alguns países europeus estão a desenvolver políticas de encerramento de fronteiras, Portugal tem vindo a acolher muitos refugiados, De acordo com Rui Marques, coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados, Portugal é um dos estados membros que "está a liderar este processo", referindo-se ao acolhimento de  refugiados.  #Política Internacional #Emigração