O Reino Unido é estado-membro da União Europeia desde o dia 1 de Janeiro de 1973 e tem beneficiado desta parceria económica e política, tanto quanto os restantes estados-membros. Todavia, já há algum tempo que os órgãos políticos do estado decidiram que existe a possibilidade de deixar a UE, depois de 43 anos de ligação. A notícia foi divulgada, em Setembro de 2015, por David Cameron, actual primeiro-ministro britânico, que mencionou essa hipótese avisando os cidadãos do Reino Unido que serão eles a escolher a permanência do estado na União Europeia.

A população britânica escolherá através de um referendo que vai acontecer no dia 23 de Junho, no qual terá de responder à pergunta:" Should the United Kingdom stay in the European Union?" (O Reino Unido deve permanecer na União Europeia?).

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A votação foi convocava sob pressão de uma parte da opinião pública , liderada por setores políticos herdeiros do tradicional "eurocepticismo", que sempre preferiu a manutenção da antiga identidade nacional britânica à eventual constituição de um "super-estado" europeu.

Assim como noutros assuntos a população está dividida, uma vez que sair da União Europeia não significa apenas deixar uma parceria económica mas deixar de fazer parte da comunidade europeia, não possuir a identidade europeia que foi criada com os vários acordos de livre entrada e saída de qualquer estado-membro. 

No que toca aos investidores a resposta a esta pergunta, talvez pareça mais fácil, visto que 75% do capital financeiro europeu está investido em Londres. O rompimento com a União Europeia pode significar a "fuga" deste capital do território britânico. 

Elizabeth Corley, vice-presidente da Allíanz SE, comentou que é improvável que os investidores votem a favor da saída do estado da União Europeia, porque o Reino Unido é economicamente dependente dos seus acordos europeus.

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O estado britânico vê e usa os estados-membros da U.E como mercado de exportação, logo os investidores estariam a perder mercados para escoar os seus produtos. 

Começou uma campanha no Twitter de pessoas que não são britânicas mostrando que querem que o Reino Unido permaneça na UE. A campanha chama-se pleasedontgouk, da qual faz parte hashtag #hugabrit. Este movimento nas redes sociais tem como objectivo ajudar as pessoas a votarem contrarem a saída britânica da União, no referendo do próximo mês de Junho.  #Política Internacional