Jimmie Åkesson, líder dos Democratas Suecos, partido conservador com 49 deputados, num total de 349, no Riksdag (parlamento sueco), defende que o seu país siga o exemplo do Reino Unido e leve avante um referendo sobre a permanência da Suécia na União Europeia.

O político sueco, num artigo publicado no jornal Metro, considera que a Suécia deve recuperar a sua auto-determinação e que tal decisão compete ao povo. 

Na palavras de Åkesson, a União Europeia tornou-se num "monstro" burocrático que põe em causa a vontade dos parlamentares suecos, que são constantemente "influenciados pelos burocratas de Bruxelas".

Åkesson defende a que a União Europeia deveria dar passos atrás e limitar-se a ser um mercado único destituído de qualquer integração política.

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Esta visão de Åkesson acaba por ser completamente impraticável, dado que a livre circulação de pessoas, bens serviços e capitais acabará sempre por levantar questões da carácter político, em que será exigido aos Estados-membros um grau de concertação 

No entanto, a posição de Åkesson relativamente à União Europeia não é de estranhar, em especial numa altura em que o seu partido, enquanto terceira força política, tenta posicionar-se melhor junto do eleitorado para as eleições legislativas que se avizinham, em 2018.

Será nas legislativas de 2018 que Åkesson tentará assegurar a sua sobrevivência política enquanto líder partidário há mais tempo em funções naquele país nórdico. A posição deste eurocéptico sueco é ainda melhor percebida se levarmos em linha de conta que nenhum dos partidos do Riksdag tenciona formar coligação, em governos futuros, com os Democratas Suecos, posição tomada pelos restantes partidos com assento parlamentar aquando da crise orçamental de 2014 e que quase precipitou a Suécia para eleições antecipadas.

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Resta por isso saber se o eleitorado sueco dará, desta vez, razão a Åkesson e traduzirá o seu "desporto nacional", o eurocepticismo, em votos nos Democratas Suecos para o Riksdag, algo que até agora nunca aconteceu, dado que cerca de 80% dos deputados ao Riksdag defendem a permanência daquela reino nórdico no projecto de construção Europeia, ao qual aderiram em 1995. #Política Internacional