Em dia de referendo no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e no Território Ultramarino de Gibraltar (o único inserido na União Europeia), as sondagens apontam para uma nação completamente divida. Neste histórico dia, quer para o Reino Unido e Gibraltar, quer para a União Europeia, os mercados estão com os nervos à flor da pele. Para além das consequências económicas, existe a real possibilidade deste referendo despoletar referendos nacionalistas que levem à dissolução do Reino Unido. A Escócia, a Irlanda do Norte, o País de Gales e o Território Ultramarino Britânico de Gibraltar são amplamente a favor da permanência do Reino Unido na UE, porém o eleitorado inglês, que representa a esmagadora maioria dos votos, cerca de 85%, é contra.

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Em caso de o BREXIT se verificar, poderemos vir a assistir a uma vaga de referendos nacionalistas, nomeadamente na Escócia e na Irlanda do Norte, por forma a permitirem que estes constituintes do Reino Unido se tornem membros da UE, e as repercussões nos mercados bolsistas poderão ser nefastas.

No que diz respeito a Gibraltar, a possibilidade do BREXIT é ainda mais aterradora. Fabian Picardo, Ministro-Chefe do governo gibraltarino, afirma que o BREXIT abriria as portas para Espanha redobrar os seus esforços de anexação deste território ultramarino.

Em quatro sondagens divulgadas, duas apontam para um BREXIT efectivo e outras duas apontam para a permanência deste Estado-Membro na UE. Porém, as mesmas sondagens, divulgadas ao longo dos últimos meses, apontavam que um em cada 10 eleitores estava indeciso.

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Entretanto, o Reino Unido foi dividido em 328 distrito eleitorais, onde um total de 46,5 milhões de eleitores poderão exercer o seu direito de voto relativamente ao futuro do seu país.

Ao momento da redacção desta notícia, o Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, e a sua mulher, Samantha Cameron já tinham exercido o seu direito de voto na Methodist Central Hall, em Westminster. No entanto, não deixa de ser curioso que o responsável pela criação do referendo, o próprio Primeiro-Ministro britânico, seja o grande defensor da permanência do Reino Unido no seio da UE. #Política Internacional