Pouco depois de terem sido dados a conhecer os resultados do referendo à permanência do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte e de Gibraltar na UE, a Chanceler alemã Angela Merkel convocou uma reunião com os seis Estados-membros fundadores da UE: a Alemanha, a França, a Itália, a Bélgica, os Países Baixos e o Luxemburgo, três repúblicas e as três monarquias, respectivamente.

O encontro a seis ocorreu em Berlim e contou com a presença de:

  • Frank-Walter Steinmeier, Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros da Alemanha;
  • Jean-Marc Ayrault Ministro dos Negócios Estrangeiros e Desenvolvimento Internacional de França;
  • Paolo Gentiloni, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália; 
  • Didier Reynders, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica;
  • Jean Asselborn, Ministro dos Negócios Estangeiros e Assuntos Europeus do Luxemburgo;
  • Bert Koenders, Ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos.

Steinmeier afirmou que os seis países nunca iriam deixar ninguém roubar aquilo que constitui hoje o projecto europeu de paz, estabilidade, crescimento e liberdade.

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Por seu turno, o ministro francês garantiu que os seis países irão pressionar fortemente o Primeiro-Ministro demissionário britânico, David Cameron, a apresentar formalmente os "papéis" de divórcio no Conselho Europeu que se realiza já no próximo dia 28 de Junho, em Bruxelas.

Mas esta reunião a seis não serviu só para deixar uma mensagem forte a favor da integração europeia, mas também para relançar o projecto europeu com base numa proposta franco-alemã. Resta, no entanto, saber se essa mesma proposta assumirá a forma de um novo tratado e se aposta no alargamento e reforço da zona euro ou no reforço das políticas comuns de segurança e negócios estrangeiros, praticamente inexistentes.

No encontro preparam-se também as posições para a próxima reunião, que irá ocorrer já na segunda-feira (27 de Junho), entre a Chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, François Hollande e o Primeiro-Ministro italiano, Matteo Rizzi.

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