Devastada. Assim se encontra a irmã do assaltante português que morreu durante um roubo, na madrugada do último domingo, dia 20. O homem tentava assaltar o apartamento de uma família inglesa, no Algarve, quando foi surpreendido pela resposta dos donos da casa. Pai e filho ripostaram e acabaram por matar o assaltante. Agora, a irmã do alegado ladrão não se conforma e chora a morte do irmão na televisão inglesa, com declarações comoventes. 

"Não tinham que o matar", diz Ana Brito, a irmã de Paulo, o homem que perdeu a vida no roubo. Paulo Brito, de 35 anos, já tinha estado na cadeia, onde terá cumprido oito anos de prisão por vários delitos. Tinha saído há dois meses, como noticia o Correio da Manhã mas já estava de volta à acção no #Crime. No mesmo dia do assalto a esta família inglesa, Paulo Brito já teria entrado num outro apartamento vizinho, de onde retirou um computador. 

Depois disso, Paulo entrou na casa dos Taylor, uma família inglesa que passava férias no Algarve, destino comum para muitos britânicos. O homem tentava roubar a casa pela madrugada quando foi surpreendido pela resistência da família. Jill Taylor, de 60 anos, deu o alerta do assalto, quando desatou aos gritos. O marido Trevor, de 61 anos, e o filho do casal, Scott (31), conseguiram imobilizar o assaltante. Mas existem agora suspeitas de terem ido longe demais nessa defesa. 

Paulo Brito acabou por morrer asfixiado e quando os polícias chegaram ao local encontraram Trevor em cima do peito do homem enquanto que o filho lhe apertava o pescoço com os braços. Os polícias contaram que ainda tentaram reanimar o assaltante mas sem sucesso. A ambulância tardou e Paulo acabou por morrer, depois de sufocado pela família Taylor. 

A irmã de Paulo, Ana Brito, é que não se conforma. Numa entrevista para a televisão Sky, Ana culpa toda a família de ter matado o irmão. Ana diz compreender que eles se defendam de um assaltante mas falou que o irmão não tinha qualquer arma nem queria magoar ninguém, e eles não precisavam de ter usado de tanta violência com ele. "Nota-se quando uma pessoa está em sofrimento, está a morrer, a dar o último suspiro", disse Ana à Sky, realçando que eles podiam ter parado antes. Paulo Brito morreu de paragem cardíaca, por ter sido asfixiado pelos ingleses. 

Para já, a investigação está a decorrer e a família Taylor já foi ouvida pela Polícia Judiciária. Foram constituídos arguidos e ficam sujeitos ao termo de identidade e residência. 

Confira a entrevista de Ana Brito aqui: