A praxe académica da Universidade do Algarve envolveu mais de 50 estudantes universitários, tendo sido levados para a praia de Faro, onde se fizeram buracos na areia para os enterrarem enquanto lhes eram servidas diversas bebidas alcoólicas à boca. Depois disto, os caloiros tinham de rastejar desde o local onde eram enterrados até à água do mar. Uma das #Jovens que estava presente na praxe foi levada para internamento hospitalar, tendo entrado em coma alcoólico na noite de quarta-feira. A jovem apresentava 2,0 g/l de álcool no sangue e o seu pai, Ricardo Galego, apresentou queixa, tendo seguido o caso para o Ministério Público, que decidiu abrir um inquérito-crime.

Pelo que se sabe, este ritual já era habitual, ocorrendo há vários anos. Apesar disso, a Associação Académica afirma que não sabia que esta praxe académica iria ocorrer. O estabelecimento de ensino decidiu castigar os autores das praxes, tendo sido aplicada, no limite, uma pena de expulsão até cinco anos.

O pai da jovem de 19 anos afirma que os autores desta praxe realizada em Faro já pediram desculpas pelo sucedido. Infelizmente cada vez mais o conceito de praxe académica tem vindo a ser alterado ao longo do tempo. A praxe académica não tem como objetivo humilhar nem gozar com os novos estudantes. Os próprios estudantes começam a estar contra as praxes académicas. "As coisas não se resolvem proibindo, mas tentando transformar as praxes em algo benéfico e positivo", defende Marcelo Fonseca, presidente da Associação Académica de Lisboa (AAL).

O tema da violência nas praxes ganhou um novo destaque depois do caso da praia do Meco, quando um grupo de estudantes da Universidade Lusófona se afogou, tendo sido arrastados por uma onda, existindo um único sobrevivente - o Dux da Universidade. Especulou-se sobre a eventualidade de ter existido negligência dolosa por parte de quem organizou a praxe, mas o Ministério Público não encontrou provas que sustentassem que se tenha tratado de algo mais do que um acidente (tendo em conta a natureza das marés no Inverno.) Porém, uma parte da opinião pública não ficou convencida.

O Ministério de #Educação exige a todas as universidades que denunciem quaisquer tipo de praxes que possam originar atos de violência física e psíquica. Todas as universidades podem denunciar, de forma confidencial, através do email praxesabusivas@mec.gov.pt.