O vento forte era o principal inimigo dos cerca de 600 operacionais que combatiam ao final da tarde desta quinta-feira, 8 de Setembro, um #Incêndio florestal nos concelhos de Monchique e Portimão. Desde o passado sábado, dia 3, que as chamas não estão a dar tréguas aos #Bombeiros de várias regiões do país que estão nas operações de combate naquela região algarvia. Por precaução, cerca de três dezenas de pessoas tiveram de abandonar as suas habitações, tendo uma unidade hoteleira retirado, igualmente, os mais de cem hóspedes alojados.

Pelas 18 horas desta quinta-feira, 8 de Setembro, o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Faro não previa uma noite amiga dos cerca de 600 operacionais que se encontravam no teatro das operações, dos quais mais de 400 são bombeiros. As condições meteorológicas previstas, sobretudo o vento forte, eram apontadas como as maiores dificuldades para as centenas de operacionais, referia Vítor Vaz Pinto aos jornalistas, salientando tratar-se de uma zona com muitas habitações dispersas pela serra. Por outro lado, o comandante distrital estranhava que o incêndio, que deflagrou ao final da tarde do passado sábado, e que chegou a ser dado como extinto no domingo, tenha reacendido de forma tão violenta. Circunstâncias que Vítor Vaz Pinto espera que sejam apuradas pelas respectivas autoridades.

Se o incêndio tem dado bastante trabalho aos bombeiros, nesta quinta-feira não deu mesmo tréguas, com as chamas a lavrar com intensidade, obrigado à evacuação de alguns moradores de três localidades do concelho portimonense, como Carriçal, Moinho da Rocha e Tabual. Também uma unidade hoteleira, do Grupo Pestana, localizado próximo do Autódromo Internacional do Algarve – que suspendeu as actividades que estavam a decorrer ali - teve de ser evacuado, obrigando ao realojamento dos hóspedes por outras unidades do mesmo grupo. Uma medida de precaução tomada, essencialmente, devido ao intenso vento proveniente do incêndio. Uma nuvem de fumo que escureceu, a partir do meio tarde, as praias das regiões, como Praia da Rocha, do Vau e do Alvor.

Também em declarações aos jornalistas, a presidente da Câmara Municipal de Portimão, dava conta da situação dos moradores que tiveram de deixar as suas habitações por prevenção, e que foram acolhidos, na sua grande maioria, por familiares. Apenas quatro pessoas, como mobilidade reduzida, foram instaladas num posto de acolhimento disponibilizado pela autarquia, afirmou Isilda Gomes.