Depois de toda a polémica em relação aos preços dos bilhetes para a deslocação do Sport Lisboa e Benfica a Barcelos para defrontar o Gil Vicente, a AABE (Associação de Adeptos Benfiquistas) emitiu um longo comunicado. A associação critica duramente a Liga pelos preços ridiculamente elevados que foram definidos. E, usando os regulamentos oficiais dos Campeonatos Nacionais, prova que o que foi feito não está de acordo com os regulamentos.

No comunicado, a AABE começa por referir que o #Benfica é, sem qualquer sombra de dúvida, o clube com mais adeptos em Portugal e, na Europa, o clube com mais "peso percentual na população nacional". Depois, estabelece uma comparação entre os preços do jogo em Barcelos, com os preços de um jogo do Real Madrid em casa (Santiago Bernabéu), dizendo que os adeptos do Benfica têm de pagar um valor mais elevado do que os adeptos do Real Madrid para verem o Campeão Europeu a jogar em casa, e num estádio com condições incomparáveis às do Gil Vicente.

Segundo os regulamentos, os estádios dos clubes que participam nas competições oficiais organizadas pela Liga são classificados em três categorias diferentes (segundo a qualidade de cada um) e, os preços mínimos e máximos dos bilhetes definidos para os jogos nesses mesmos estádios, devem obedecer a uma tabela presente no comunicado oficial n.º 1 da Liga. Segundo essa tabela um estádio de categoria 1 pode definir preços entre 3 euros e 75 euros; categoria 2 entre 3 euros e 45 euros e categoria 3 entre 3 euros e 30 euros. A AABE afirma, e muito bem, que para os preços da deslocação a Barcelos serem absurdos, é porque o Estádio Municipal de Barcelos foi considerado de categoria 1, estando assim ao nível do Estádio da Luz, Estádio do Dragão ou Estádio Alvalade XXI, o que claramente é mentira.

O segundo ponto, ao qual a AABE pede explicações, é em relação ao tempo de antecedência com que o clube que joga em casa tem de definir os preços dos bilhetes para não-sócios e informar o clube visitante desses mesmos preços. Segundo os regulamentos, são 15 dias, algo que não parece ter sido cumprido pelo Gil Vicente.

"Num país em que o salário mínimo é de 505 euros, com 13,6% da população desempregada, exigir os valores que estão a ser exigidos para esta partida é uma afronta à história popular do Futebol." Termina assim o comunicado da AABE, não deixando também de fazer um apelo a todos os adeptos que se desloquem a Barcelos, para que tornem o Estádio Municipal de Barcelos num autêntico "inferno" no apoio à equipa encarnada, e para que registem todas as situações "fora de lei" no mesmo Estádio.