A história do confronto entre Sport Lisboa e #Benfica e o Futebol Clube do Porto é já longa, e nem sempre esteve envolta de um clima guerrilheiro, como se tem conhecido nos últimos 30 anos Mas foi esse mesmo clima que tornou este clássico numa das maiores 'batalhas' desportivas do futebol europeu. Vamos recordar 8 momentos que foram preponderantes para que o clássico atingisse esse nível.

Confusões no balneário

É sobejamente conhecida a história do bagaço no balneário das Antas, que obrigou a equipa benfiquista a equipar-se no túnel de acesso ao relvado, mas é longa a lista de provocações e agressões fora do olho público das câmaras e dos adeptos. Entre os anos de 1993 e 1996, era frequente ver-se dirigentes do clube da casa mandarem recados ao balneário dos visitantes, algo que acabou por abrandar com o pacto entre os dois clubes. Em Janeiro de 2010, Acácio Valentim, dirigente do FC Porto, queixou-se de uma suposta agressão na Luz, no mesmo jogo em que jogadores do FC Porto foram filmados a agredir um segurança no acesso aos balneários.

Paulinho Santos vs João V. Pinto

A mais icónica disputa entre jogadores pertence a Paulinho Santos e João Vieira Pinto e durou quase uma década. Tudo começou no Verão de 1994, com o Benfica a segurar o ceptro de campeão nacional e a encontrar um FC Porto, vencedor da taça, para discutir a primeira mão da Supertaça Cândido Oliveira. Tudo ia bem nesse encontro, que terminou empatado a uma bola. Mas aos 80 minutos, Paulinho Santos tem uma entrada maldosa sobre o novo herói benfiquista, que não se fez rogado e embrulhou-se com o médio portista levando o segundo cartão amarelo, que o afastou da finalíssima vencida pelos azuis e brancos. O ponto maior deste conflito seria em 1998, quando as câmaras da TVI captaram uma cotovelada de Paulinho Santos que causou sérios problemas físicos a João V. Pinto, tendo a liga decidido proibir o portista de competir enquanto o benfiquista não recuperasse. Recorde-se que João V. Pinto esteve meses afastado da competição, chegando até a só poder ingerir líquidos durante o primeiro mês.

Políticas de regionalização e centralismo

Corria o ano de 1994 e a temporada corria a passos largos para o final, com o FC Porto a não conseguir impor a hegemonia dos dois anos anteriores, vendo o Benfica aproximar-se do Sporting na luta pelo título. É então que Pinto da Costa convoca a famosa assembleia do clube, dizendo que o poder centralista de Lisboa está a danificar a região do Porto, evocando a penhora do Estádio das Antas, penhora essa que foi assinada a seu mando. Com essa estratégia, Pinto da Costa consegue colocar os adeptos contra a região de Lisboa e nunca mais o FC Porto perdeu essa 'trica' política misturada com o futebol.

Aliciamento de jogadores

O primeiro registo de que há memória é o do jogador Artur Augusto, que trocou o Benfica pelo FC Porto no ano de 1920, causando grande incómodo entre os dois clubes. Mas só nas últimas décadas é que esta procura de aliciar jogadores dos rivais foi posta em prática de forma excessiva, com os casos bem conhecidos dos campeões russos pelo Benfica, Yuran e Kulkov, que marcharam para norte, assim como Maniche e Deco. Do outro lado, Drulovic, Zahovic, Feher, e mais recentemente André Gomes, foram os que seguiram direcção oposta, e com bastante sucesso. Mas foi no sentido sul-norte onde os ânimos se levantaram de forma mais agressiva, primeiro com Rui Águas a 'trair' os encarnados, e depois com Christian Rodriguez, que sofreu um dos maiores apupos de que há memória num estádio de futebol em Portugal.

Para ver mais momentos que fizeram deste clássico uma das maiores 'batalhas' em desporto no nosso país, siga para a segunda parte deste artigo. #F.C.Porto