Segundo uma fonte do site "Mundo dos Guarda-Redes", foi apresentada uma denúncia anónima na Federação Portuguesa de #Futebol (FPF) contra o Futebol Clube do Porto, por utilização irregular do guarda-redes sub 19 Raúl Gudiño. A queixa terá sido feita depois do empate a zero golos no jogo de juniores deste fim-de-semana entre o FC Porto e o Rio Ave, onde alegadamente Raúl Gudiño terá sido utilizado a titular em violação dos regulamentos da FPF.

Isto porque o jovem guarda-redes mexicano, chegado esta época à Invicta, terá participado nesse jogo apenas 71 horas depois de ter sido igualmente titular no nulo entre a formação B do FC Porto e o Académico de Viseu, menos uma hora das 72 horas que são impostas pela FPF entre cada intervalo de jogo para um jogador voltar a ser novamente utilizado. A confirmar-se está notícia, os azuis e brancos terão violado o artigo 23º, ponto 7 da alínea A do Regulamento de Competições, onde se lê que "salvo acordo escrito entre os clubes contendores, qualquer jogo oficial de competição nacional deverá respeitar um intervalo entre jogos de 72 horas, calculado entre o final do primeiro jogo e o início do segundo jogo da competição nacional".

A investigação do caso poderá estar a cargo da Comissão de Instrução e Inquérito (CII) sob a forma de um procedimento disciplinar, onde se pretenderá determinar se existiu ou não infracção aos regulamentos de jogo. No caso de se confirmar essa infracção, após a instrução da CII, o processo deverá ser remetido para o Conselho de Disciplina (CD) da federação que tutela a modalidade. Nessa fase, o CD irá avaliar, após audiência dos interessados, qual a sanção a aplicar ao clube infractor, podendo a "pena" recair na perda do jogo onde não foi respeitado o intervalo de 72 horas, e a consequente perda de pontos no campeonato profissional da 2ª divisão nacional.

Em todo o caso, o mais esperado é que o processo seja arquivado logo na primeira fase, pois seguirá a jurisprudência de anteriores casos que envolveram o Sporting, Benfica e Marítimo. Onde em ambos os casos os processos contra os clubes foram arquivados por "inexistente ilícito disciplinar", justificado pelo facto da proibição de utilização de atletas num prazo inferior a 72 horas se dirigir somente aos jogos disputados pelas equipas B em competições organizadas pela Liga Profissional de Clubes (LPFP), estando em causa na queixa apresentada contra o FC Porto um jogo não tutelado pela LPFP, mas organizado pela Federação Portuguesa de Futebol. #F.C.Porto