É o adeus anunciado. Sem jogar oficialmente há cerca de 10 meses, Simão Sabrosa está prestes a anunciar o fim da sua carreira de futebolista profissional. Afastado da competição desde o final do contrato com o Espanyol, na temporada passada, o internacional português demonstrou vontade, inclusive pública, de dizer adeus com a camisola do #Benfica vestida, no entanto, Jorge Jesus vetou a sua contratação. Sem encontrar qualquer ponto de interesse no antigo capitão das águias, JJ não cedeu um milímetro ao pressing do presidente Luís Filipe Vieira em "aceitar" o regresso de Simão. Conclusão, perante esta posição do treinador dos encarnados, o 85 vezes internacional por Portugal está cada vez mais perto do fim da carreira.

Considerado como uma das grandes figuras do Benfica na última década, Simão Sabrosa, apesar de formado no Sporting, ganhou o respeito e o amor dos adeptos encarnados. Chegado do Barcelona em 2001/2002, o extremo direito entrou na Luz pela porta grande, mas com o objectivo de ser vendido logo no ano seguinte. Comprado por 12 milhões de euros, Simão foi durante anos a fio o jogador mais caro da história do Benfica, num negócio intermediado pelo então empresário José Veiga e o gestor para o #Futebol das águias, Luís Filipe Vieira. Num enorme investimento para os cofres benfiquistas, o "plano A" de comprar e vender de seguida acabou por não se concretizar, tudo porque Simão precisou de menos de uma temporada para conquistar o seu lugar entre o coração dos adeptos. Com uma importância muito grande no balneário e dentro do campo, a Direcção encarnada decidiu recuar e manter o camisola 20.

Foram, no total, seis anos de águia ao peito, dos quais se destacam o título nacional em 2004/2005, a Taça de Portugal em 2003/2004 e a Supertaça em 2004/2005. Com 92 golos com a camisola do Benfica, Simão Sabrosa ganhou com naturalidade a braçadeira de capitão que enveredou durante várias temporadas. Acabou por sair para o Atlético de Madrid em 2007/2008 a troco de 20 milhões de euros, pondo, dessa forma, fim a uma relação que perdurou durante seis anos. Depois de boas prestações nos Colchoneros, onde conquistou os dois únicos títulos europeus (Liga Europa e Supertaça Europeia), a saída para o Besiktas marcou o início da descida da carreira de Simão, que ainda esteve nas últimas duas épocas no Espanyol de Barcelona.

Sem clube desde o fim da temporada passada, Simão não escondeu que ainda se sentia capaz de ajudar o Benfica, clube com o qual ganhou afecto e onde gostava de fechar a sua carreira. Com o apoio assertivo de Luís Filipe Vieira, o extremo de 35 anos parecia ter bem encaminhado o regresso à Catedral da Luz, mas Jorge Jesus não aceitou. O treinador das águias "torceu o nariz" ao regresso do atacante, facto que deixou bem claro quando o presidente dos encarnados tentou mudar a opinião do técnico.

Dez meses depois de deixar de jogar, Simão Sabrosa ainda não confirmou oficialmente o "adeus" aos relvados. Mas um factor é indesmentível, o extremo só não vai terminar de forma digna a carreira na Luz, apenas e só, porque JJ não quis, acabando, assim, com a carreira do antigo capitão.