Os mais recentes escândalos na FIFA estão a abalar o futebol a muitos níveis. Joseph Blatter, atual presidente do maior organismo do #Futebol e candidato às eleições que se vão realizar esta sexta-feira, reagiu hoje ao escândalo que levou à detenção de sete dirigentes da #FIFA. Blatter disse à imprensa que todo este caso traz vergonha e humilhação ao futebol, mas distanciou-se das ações dos dirigentes detidos, referindo que não consegue controlar o que cada um faz dentro do organismo máximo da modalidade e que os escândalos podem não ficar por aqui. O presidente da FIFA admitiu que a confiança na instituição foi totalmente perdida, mas garantiu que tudo fará para restabelecer a mesma.

A grande questão é se será Blatter a restabelecer essa confiança. Michel Platini, presidente da UEFA, veio já a público exigir a demissão do atual presidente da FIFA e exige ainda que Blatter retire a sua candidatura às eleições que se vão realizar amanhã. Platini admite mesmo desassociar a UEFA da FIFA caso Blatter vença as eleições; ou seja, a UEFA pode sair da associação das federações para o futebol mundial. O presidente da UEFA refere ainda que a maioria das 54 federações de futebol da Europa não votará em Blatter e irá direcionar o seu voto para o outro candidato ainda na corrida, o príncipe Ali bin al Hussein. Recorde-se ainda que Luís Figo, antigo internacional Português, tinha desistido da corrida à presidência da FIFA na semana passada e que todo este caso não lhe causa estranheza.

Quem parece estar do lado de Joseph Blatter é o presidente da Rússia, Vladimir Putin, país que vai organizar o Mundial de 2018. Para Putin, tudo isto não passa de uma conspiração dos EUA que querem sabotar as eleições na FIFA; ou seja, que todas estas detenções têm contornos políticos e que os EUA estão a tentar impor as suas leis no resto do mundo. A reação do presidente russo vem também na sequência das investigações que estão a ser levadas a cabo para averiguar a atribuição da organização do Mundial de futebol ao seu país. O Mundial de 2022 no Qatar também está sob investigação.