A polícia suíça levou a cabo uma operação de detenção no luxuoso hotel Baur au Lac, nos Alpes, onde se encontravam reunidos os dirigentes para o seu congresso que culmina, na próxima sexta-feira, com a eleição para a presidência do organismo. Na corrida estão Joseph Blatter, atual presidente, e o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al Hussein.

Os agentes da polícia dirigiram-se aos quartos, após solicitarem as chaves na receção, para realizar as detenções. Dos detidos, pelo menos dois saíram do hotel sem estarem algemados. Um membro do alto escalão da #FIFA, cuja identidade não foi divulgada, foi levado pelas autoridades desde o seu quarto até uma saída nas traseiras por forma a deixar o hotel, sendo-lhe permitido que levasse consigo a sua bagagem.

As autoridades suíças informaram que se pressupõe a extradição dos visados para os EUA, onde existe uma investigação pelas autoridades de Nova Iorque por terem, alegadamente, sido aceites subornos desde o início dos anos 1990. "As autoridades norte-americanas suspeitam que os seis indivíduos tenham recebido subornos de milhões de dólares", indica o gabinete federal de #Justiça da Suíça em comunicado. De acordo com três dos agentes envolvidos na operação, as acusações de corrupção envolvem concursos para acolher Mundiais de #Futebol, bem como negócios de marketing e de transmissão de jogos.

Apesar de Joseph Blatter não ter sido acusado, esta investigação apresenta uma ameaça para o presidente da FIFA. Entre aqueles que devem enfrentar acusações nos Estados Unidos estão Eduardo Li, da Costa Rica, e Jack Warner, antigo vice-presidente da FIFA.

Apesar de nem todos os visados destas acusações estarem em Zurique, uma fonte revela que as autoridades dos Estados Unidos planeiam avançar com acusações contra mais de dez dirigentes, entre eles o vice-presidente da comissão executiva Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão. O vice-presidente da comissão executiva Eugenio Figueredo, do Uruguai, até recentemente presidente da Associação de Futebol da América do Sul, também consta desta lista.

Os seis detidos vão ser interrogados pelas autoridades suíças enquanto não são extraditados para os Estados Unidos.