Maria Inês é defesa, tem 20 anos e já foi três vezes campeã nacional. A última vez que festejou a conquista de um campeonato nacional de #Futebol Feminino português aconteceu este fim-de-semana, quando o Futebol Benfica derrotou a Fundação Laura Santos por 5-1. Com esta vitória, o Futebol Benfica fez história, uma vez que é o primeiro título de campeão nacional ganho pelo clube. Segue a primeira parte da entrevista exclusiva da jogadora à Blasting News.

O Futebol Benfica é campeão nacional, pela primeira vez na sua história. Até que ponto este título é importante para o clube?

Este título de campeão nacional é um troféu importante para o clube por ser a primeira vez na sua história que o conquista. É um titulo que tem um sabor especial por ter sido o primeiro e, como tal, o clube está a vivê-lo de uma forma muito intensa e que certamente ficará para sempre marcado. O Clube Futebol Benfica entrou para a história do Futebol Feminino e espero que o continue a fazer.

Nesta fase de Apuramento de Campeão, o Futebol Benfica conta com 5 vitórias em tantos outros jogos. Podemos falar que foi um percurso final perfeito?

Nos últimos 2 anos, o campeonato feminino português tem vindo a mostrar-se mais competitivo. Existem equipas com muita qualidade e isso tem-se revelado na pontuação classificativa. O Clube Futebol Benfica, ao longo da época, foi mostrando que era uma equipa com qualidade. Partindo para a fase final em igualdade pontual com mais duas equipas (Ouriense e Valadares), sabíamos que não havia espaço para falhas. Fizemos o nosso trabalho, e esta fase final foi o espelho de toda a época. Falta um jogo para concluir a fase final e, para ser perfeita, tem que acabar com uma vitória.

Ser campeão nacional era um objetivo coletivo, desde o início da época? Ou, à medida que a época foi avançado, o caminho do título começou a tornar-se num objetivo?

O Clube Futebol Benfica não partiu, no início da época, como favorito ao título. O nosso objetivo era fazer bons jogos, praticar bom futebol, obter vitórias e, no fim, fazia-se as contas. À medida que o campeonato se foi aproximando do fim, o clube começou a acreditar que seria possível chegar ao título. Mas, desde o principio, tivemos sempre consciência que o favoritismo não estava do nosso lado e, por isso, limitamo-nos a trabalhar para nós.

A nível pessoal, como classifica esta época? E a nível coletivo?

A nível pessoal, há muita coisa que poderei dizer sobre esta época. Primeiro que tudo começo por dizer que foi uma mudança acertada. O ano passado estava a jogar noutro clube (Atlético Ouriense) e, este ano, a convite do Futebol Benfica, mudei. Posso dizer que foi uma mudança muito bem conseguida. Fui extremamente bem recebida, fui desde logo integrada na equipa o que levou a uma melhor adaptação. Em termos desportivos propriamente ditos, foi uma época que começou bastante bem, mas infelizmente sofri uma lesão grave (rotura de ligamentos) na qual tive que ser submetida a uma cirurgia. Estou agora em fase final de recuperação e, em breve, estarei de volta aos relvados. A nível coletivo, foi uma época quase perfeita, e digo quase perfeita porque ainda nos falta a conquista da taça de Portugal, que se irá disputar no dia 6 de Junho, no Jamor. Foi uma época muito positiva, conseguimos fazer historia no clube e conseguimos fazer com que o nome do clube entrasse para a historia do futebol feminino português. Espero poder dizer no dia 6 de Junho que, a nível coletivo, foi uma época perfeita.

Não perca a segunda parte da entrevista, onde são abordados, entre outros temas, a carreira de Maria Inês e uma eventual chamada à Seleção Nacional.