Na madrugada desta quarta-feira, 27 de maio, seis dirigentes da Federação Internacional de Futebol (FIFA) foram detidos em Zurique, na Suiça. Alegadamente terão recebido milhões de dólares em suborno desde a década de ´90. De acordo com o diário norte-americano The New York Times, os responsáveis estariam na Suiça para participar no Congresso da #FIFA. Jeffrey Webb e Eugenio Figueiredo, vice-presidentes do organismo responsável por gerir o futebol mundial, estão entre os detidos num total de 14 pessoas suspeitas de corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e fraude: Jack Warner, Eduardo Lil, Julio Rocha, Costas Takkas, Rafael Esquivel, José Maria Marin e Nicolás Leoz; e os empresários Alejandro Burzaco, AAron Davidson, Hugo Jinkis, Mariano Jinkis e José Margulies.

Segundo o Ministério Público da Suiça, num comunicado citado pela Reuters, os detidos terão "recebido direitos de media, marketing e patrocínios em ligação a campeonatos da América Latina". A polícia de Zurique irá dar início aos primeiros interrogatórios, contudo, se os detidos concordarem, poderão ser extraditados, através de um processo simplificado, para o Estados Unidos da América. Caso se oponham, os EUA terão de formalizar o pedido num espaço de 40 dias.

Em vésperas de eleições para a presidência da FIFA, as detenções caem no seio da Federação como uma bomba. Há muito que se suspeitava da prática de corrupção dentro da FIFA mas, até esta quarta-feira, nenhuma acção judicial tinha sido colocada em prática. Até ao momento, ainda não houve nenhuma declaração oficial da FIFA sobre o assunto.

De realçar ainda que Luís Figo, ex-internacional da Selecção Nacional, chegou a anunciar a sua candidatura à presidência mas acabou por se retirar na passada semana. A sua decisão final teve por base alguns episódios que viveu durante a campanha e que deviam "envergonhar quem deseja um futebol livre, limpo e democrático". Blatter, que concorre pelo quinto mandato consecutivo, deverá ser, uma vez mais, o vencedor do acto eleitoral.