No próximo domingo, a partir das 17h, #Sporting CP e Sp. Braga defrontam-se no Estádio do Jamor para decidir quem leva para casa a Taça de Portugal de #Futebol, em jogo decisivo para ambos os conjuntos, ávidos de conquistas desportivas. Os verde e brancos procuram a sua décima sexta Taça de Portugal (última em 2007/08) enquanto os bracarenses tentam feito inédito.

Após a conclusão da Primeira Liga, com a vitória do Benfica, o país assistiu a vários dias de festejos encarnados, com expressão maior na Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, no dia 17 de Maio. Os festejos terminaram em confrontos entre adeptos e forças de segurança, o que levou a várias polémicas acerca deste tipo de manifestações populares, com criticas à actuação de adeptos e policias e suspeita de actos deliberados.

Com a perspectiva de vitória na final da Taça, muitos sportinguistas anseiam por se poderem manifestar pela conquista de um troféu pela sua equipa de futebol, algo que já não acontece desde 2008. Com milhões de adeptos espalhados por Portugal e por muitos países onde se encontram emigrantes ou com forte ligação ao país (PALOP), espera-se que muitos adeptos leoninos saiam à rua em caso de vitória. No entanto, o presidente Bruno de Carvalho já veio anunciar que a festa com a equipa se realizará no Estádio José de Alvalade, considerando esse o espaço ideal para celebrar a eventual conquista. Entretanto, surgiram rumores que o evento poderá ser sujeito a entrada paga, na perspectiva de angariar fundos para a construção do novo pavilhão.

Envolvido em múltiplos assuntos, muitos de carácter jurídico, o presidente do Sporting vem mostrando forte preocupação com a situação económico-financeira leonina. O caso Doyen, o fair play financeiro da UEFA, a rescisão do contrato com a Somague para a construção do pavilhão, a relação conturbada com o treinador, o inicio das especulações de mercado, a situação do principal investidor da SAD, a procura de novo patrocinador para as camisolas e a não qualificação directa para a Champions League, acarretam um peso enorme sobre Bruno de Carvalho, que tenta, de forma quase desesperada, garantir a sustentabilidade do projecto que o levou ao cargo máximo do universo sportinguista. Daí não se estranhar que a ideia de cobrar ingressos para a festa que se espera em Alvalade possa fazer sentido.

Não havendo confirmação oficial sobre a intenção do presidente, vão-se manifestando algumas vozes de adeptos sportinguistas. Aqueles que apoiam a cobrança de ingresso para a festa partilham a preocupação com a débil situação das finanças da SAD, considerando justificável o contributo pedido, por outro lado, os que se opõem argumentam tratar-se de uma forma de exclusão dos sportinguistas de menores posses ou dos mais afectados pela crise que o país atravessa.

Dadas as contingências impostas pelo facto de não ser possível confirmar se haverá festa ou não e, portanto, se a mesma será paga ou gratuita, não restam dúvidas que o assunto promete dar que falar nos próximos dias.