Sem estádio próprio para acolher jogos das ligas profissionais, o União utilizou durante alguns anos o campo da Associação Desportiva de Machico, na cidade com o mesmo nome, tendo o contrato sido quebrado unilateralmente pela última entidade, em Fevereiro de 2014. A solução encontrada na altura foi pedir à Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) autorização para utilizar o Centro Desportivo da Madeira na Ribeira Brava, a qual foi concedida, passando essa a ser a "casa" do União para as competições profissionais, desde fevereiro do ano passado. Apesar de ter sido o recinto utilizado pelo União na condição de visitado no último ano, enquanto esteve a jogar a II Liga, o clube quer mudar-se para uma "casa" maior agora que conseguiu a subida à I Liga. O Centro Desportivo conta apenas com capacidade para 2325 pessoas, enquanto o Estádio dos Barreiros possui atualmente capacidade para 9.177 pessoas, números que fazem a diferença a nível de receita, principalmente quando receber os "grandes".

No entanto, esta vontade poderá esbater nos interesses do Marítimo e é por este motivo que o presidente da SAD pediu a ajuda do Presidente do Governo Regional esta manhã quando, na sequência da subida de divisão, os membros do clube foram recebidos na Quinta Vigia, no Funchal, residência oficial do presidente do Governo Regional da Madeira.

Aproveitando a visita, o presidente da SAD do União afirmou que a vontade da direção e do clube é fazer do Estádio dos Barreiros, atual "casa" do Clube Sport Marítimo, a sua casa nos jogos para a I Liga. Segundo Filipe Silva, esta intenção é um direito "pois a nossa maior massa adepta é no Funchal", alegando ainda que reconhece que essa utilização tem um custo, mas que esta seria uma maneira de corrigir o que para ele foi um erro histórico: "No passado entendemos que o Governo Regional cometeu um erro histórico que foi ceder o único bem público da Região onde as equipas poderiam disputar os seus jogos de futebol na I Liga. Era um estádio da Região que deveria estar ao serviço da Região e de todos os clubes desta Região", acrescentou Filipe Silva.

Esta questão levantou-se porque, em 13 de Setembro de 2007, após decisão em reunião de Conselho do Governo Regional da região Autónoma da Madeira, o estádio deixou de ser propriedade do Governo Regional e passou a pertencer ao Marítimo, tendo o clube iniciado mesmo as obras de reconstrução e ficado os encargos a seu cargo.

Apesar de haver alternativas, como a continuação de utilização do Centro Desportivo da Madeira ou até mesmo a utilização do Estádio da Madeira, pertencente ao Clube Desportivo Nacional, Filipe Silva deixou claro que o desejo do União passa mesmo por fazer "casa" nos Barreiros. #Primeira Liga Portuguesa