Os estádios Old Trafford e Santiago de Bernabéu abriram portas no passado domingo, 14 de junho, para os seus adeptos verem velhas glórias dos seus clubes de futebol, #Real Madrid e Manchester United, e também do Liverpool e do Bayern de Munique. Os espanhóis defrontaram a história do Liverpool, que entrou em campo com Dudek, McAteer, Carragher, Kvarme, Harkness, Steve McManaman (que trocou de equipa ao intervalo), Luis Garcia, Patrick Berger, Michael Owen, Robbie Fowler e Harry Kewell. Ian Rush foi o treinador/jogador das lendas dos reds. Do outro lado do campo, os blancos alinharam com Buyo, Michel Salgado, Sanchis, Fernando Sanz, Roberto Carlos, Makélélé, Karembeu, Seedorf, Zidane, Solari e Morientes (que tal como McManaman trocou de camisola ao intervalo). O Real não precisou de uma voz de comando no banco.

60 mil pessoas viram os ingleses a colocaram-se à frente ao minuto 18, quando Harry Kewell e a sua cabeça deram o melhor seguimento a um cruzamento de McAteer, do lado direito do ataque dos Reds. 5 minutos depois, foi Owen a usar a cabeça para fazer o dois a zero, numa bola também vinda do lado direito, mas desta feita cruzada por Kvarme e não McAteer. O Real reduziu aos 43 minutos por Roberto Carlos, na conversão de uma grande penalidade a castigar uma mão (duvidosa) de Harkness. O brasileiro mandou uma bomba, mostrando que ainda não perdeu o pé canhão que o celebrizou.

Ao intervalo, os Reds venciam por 2 a 1. O português Abel Xavier entrou ao intervalo (e viria a ter influência no resultado final), tal como Sandy Westerweld, Salif Diao, Henchoz, Partridge e o próprio treinador, Ian Rush. Para o Real entraram Butragueño e os dois homens que iriam ajudar na reviravolta, Pérez e Amavisca. Voltando ao jogo, aos 51 minutos, Roberto Carlos empatou, novamente de penalty, desta feita a castigar uma mão de Carragher (também ela duvidosa). Tal como no primeira marcação, o esquerdino soltou um remate poderoso. Aos 67 minutos, o Real confirmou a reviravolta com um golo de Amavisca, que entrou na baliza depois de sofrer um desvio nas pernas de Abel Xavier. O resultado final foi afixado por Pérez, a encostar a bola numa baliza aberta, depois de uma jogada confusa, em que o Liverpool ficou a pedir fora de jogo. O Real ganhou de forma controversa, mas ninguém se importou porque era tudo para caridade.

Em Inglaterra, o Man Utd defrontou o Bayern. Pelos ingleses jogaram: Van der Sar (van der Gouw 61); P.Neville (Martin 77), Johnsen (Dublin 40), Stam, Irwin (Silvestre 40); Fortune (Blackmore 77), Park (Poborsky 46), Scholes (Thornley 77); Yorke (Beardsmore 77), Saha (Blomqvist 17), Andy Cole (Ritchie 67). O plantel bávaro foi composto por : Butt; Jorginho (Sternkopf 69), van Buyten, R.Kovac (Witeczek 46), Pflugler (Kreuzer); van Bommel (Gaudino 46), Breitner (Tarnat 20, Rummenigge 61), N.Kovac (Schupp 46, Breitner 78), Paulo Sergio; Zickler, Makaay (Zimmermann 69).

Saha abriu as hostilidades ao minuto 9, com uma recarga a um remate de Yorke, depois de uma bela jogada de equipa. Aos 17, os alemães empataram por Zickler que aproveitou da melhor forma um erro de Scholes. 22 minutos depois, o Utd passou a frente com um golo a 3 tabelas de Park. A resposta dos alemães não tardou e Tarnat empatou de livre (como tantas vezes marcou na carreira). Nos últimos segundos da 1.ª parte, Andy Cole colocou o Utd à frente pela 3.ª e última vez, com um remate forte que surpreendeu Butt. O último golo do jogo, foi apontado a 7 minutos dos 90, confirmando a vitória inglesa e o 4 a 2 final.