Estas são as novas descobertas na polémica que se instaurou há dias, que levou ao abandono de Sepp Blatter do cargo de presidente da Federação Internacional de Futebol e que culminou com a entrada de alguns membros da #FIFA para lista dos mais procurados da Interpol. Há 6 anos, a França eliminou a Irlanda, nos playoffs do Campeonato do Mundo 2010, com um golo irregular de Thierry Henry, marcado com a mão (ver a foto do artigo). Os franceses tinham empatado a 1 em casa e se não fosse a mão do avançado francês, o jogo na Irlanda teria ficado empatado a zero e ditado a eliminação dos gauleses do Mundial.

Erros da arbitragem a ditarem resultados não são nada de novo porque ser juiz de jogo é uma função que nunca será isenta de erros. Mas, à luz dos acontecimentos dos últimos dias, muita coisa estranha tem vindo à tona (e provavelmente continuará a vir). Há 6 anos, Blatter revelou que a FAI (Federação Irlandesa de Futebol) lhe tinha pedido entrada no Mundial como a 33.ª equipa (só podem entrar 32), numa reunião confidencial que serviu para discutir uma possível repetição de jogo (ou pelo menos, foi essa a versão oficial dada). Mas John Delaney (chefe executivo da FAI) revelou agora o que realmente se passou.

"Foi um pagamento à federação... para não prosseguir uma acção judicial". Nós sentimos que tínhamos um caso jurídico contra a FIFA porque não fomos ao Mundial por causa da mão do Thierry Henry e, também, devido à forma como Blatter se comportou em palco, rindo-se de nós" (Blatter riu-se quando anunciou o pedido feito pelos irlandeses de ser a 33.ª equipa no campeonato). Delaney afirmou que o tom jocoso com que o antigo presidente da FIFA se referiu aos irlandeses e à situação acabou por ajudar a que tudo se resolvesse mais rápido.

"Por isso, naquele dia eu entrei e disse-lhe o que achava sobre ele... algumas palavras mais agressivas foram usadas e chegamos a um entendimento.", indicou Delaney. O acordo foi realizado em poucos dias. "Isso foi numa quinta e na segunda o acordo estava assinado e tudo tratado. Foi um acordo muito bom para a FAI, um acordo muito legítimo", acrescenta.

Aparentemente o entendimento a que chegaram foi o seguinte: A FIFA pagou 5 milhões de euros à FAI, milhões que seriam utilizados na construção de um estádio (que acabou por nunca ser construído devido ao não apuramento irlandês para o Mundial do Brasil). Claro que na lista da FIFA os 5 milhões estão anotados como um empréstimo, que acabou por não se realizar (devido a esse não apuramento). Ou seja, segundo as anotações da FIFA, a federação iria emprestar 5 milhões caso a Irlanda fosse ao Brasil. Como tal não aconteceu, os milhões continuariam nos cofres. Mas na realidade, tinham saído dos mesmos 6 anos antes.

Que novas revelações virão? Qual será a reacção dos irlandeses (afinal de contas, a sua federação aceitou dinheiro ao invés de lutar pelo merecido lugar no Mundial)?