O rasto de 10 milhões de dólares investigado pelas autoridades implica dois altos dirigentes da #FIFA, um dos quais detidos no âmbito de um alegado escândalo de corrupção que está a abalar o futebol mundial. Agora a FIFA veio esclarecer o objetivo do valor transferido em 2008, por Jérôme Valke, secretário-geral da FIFA, para Jack Warner. Afinal a quantia transferida visava apoiar o desenvolvimento do futebol nas Caraíbas.

Em 2008, Jack Warner era vice-presidente da FIFA e presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) e foi detido em Trinidad e Tobago pela autoridades norte-americanas na semana passada. O ex-dirigente está acusado de aceitar um suborno de 10 milhões de dólares por parte do Governo da Africa do Sul no sentido de facilitar a atribuição do Mundial de 2010.

Analisando os factos, o ex-dirigente da FIFA, Jack Warner foi afastado em 2011 do cargo, precisamente por se suspeitar de alegados esquemas de corrupção, no âmbito do escrutínio que resultou na eleição de Joseph Blatter pela quarta vez como presidente da FIFA. Recorde-se que Jack Warner foi libertado pelas autoridades mediante o pagamento da fiança no valor de 400 mil dólares.

A teia de suspeições que envolve a corrupção e a FIFA está longe de chegar ao fim e vários têm sido os factos revelados, sobretudo, pela imprensa norte-americana, tendo em conta que a investigação partiu das autoridades dos EUA, resultando na detenção de seis dirigentes do futebol na Suíça nas vésperas da reeleição de Blatter para o quinto mandato à frente da FIFA. O processo foi polémico devido às detenções realizadas na véspera e ainda porque um dos principais parceiros da FIFA, a UEFA, decidiu que seria melhor Joseph Blatter reconsiderar e desistir do processo o que não aconteceu.

No âmbito das detenções efetuadas, o atual presidente da FIFA não está envolvido e nem foi indicado para prestar declarações. Blatter revelou que nada tem a ver com o alegado esquema. As detenções também estão relacionadas com alegada corrupção existente no Campeonato do Mundo do Brasil. Os detidos foram José María Marín, do Brasil, Eduardo Li, da Costa Rica, Júlio Rocha, da Nicarágua, Rafael Esquivel, da Venezuela, e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.