A fase de grupos foi equilibrada. Os quartos-de-final foram encarados com grande entusiasmo. Chile - Uruguai, Bolívia - Peru, Argentina - Colômbia e Brasil - Paraguai foram os desafios desta fase. Seguem-se as meias-finais com um Chile - Peru e um surpreendente Argentina - Paraguai, a 30 de junho e 1 de julho, respetivamente.

O Chile, depois de se despedir da fase de grupos com uma goleada à Bolívia, apresentava-se muito confiante para este desafio diante da detentora do título de campeão - o Uruguai - que antes deste encontro se deparou com algumas dúvidas em relação à sua estrela maior, Cavani, que passou por momentos complicados, devido ao acidente no qual o seu pai esteve envolvido, causando uma vítima mortal, acabando detido pela polícia uruguaia. Questionou-se até à última hora se Cavani iria ou não permanecer na #Copa América. Mas o avançado acabou por jogar e viu-se envolvido no centro da polémica neste desafio. Foi um jogo muito disputado entre as duas equipas, algo faltoso, com algumas oportunidades de golo principalmente para o Chile, apostando muito na velocidade dos seus jogadores. Mas quando já tudo pensava que poderia haver desempate nas grandes penalidades, aos 81' Isla marcou o golo da vitória para o Chile, colocando a equipa da casa nas meias-finais.

A expulsão de Cavani (aos 63') por acumulação de amarelos desequilibrou ainda mais o jogo a favor do Chile. Expulsão injusta e provocada por comportamento incorreto do chileno Jara (que já viu o Mainz, através do seu diretor desportivo, condenar tal ato, e mostrando a recetividade da equipa alemã em vender o seu jogador caso hajam ofertas). Já hoje, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) instaurou um processo disciplinar ao jogador chileno por denúncia da AUF (Associação Uruguaia de Futebol). Veremos se Jara poderá ou não jogar as meias-finais da competição. Aos 88' uma entrada muito dura de Fucile, que resultou em nova expulsão, exaltou ainda mais os ânimos das duas equipas e ditou definitivamente o adeus do Uruguai à Copa América.

No jogo entre a Bolívia - Peru foi clara a superioridade do Peru, quando aos trinta minutos de jogo já ganhava por dois a zero, com golos de Guerrero. No segundo tempo, Guerrero voltou a marcar, acabando com qualquer esperança dos bolivianos. O melhor que a Bolívia fez foi marcar o tento de honra através de Moreno já nos minutos finais do jogo.

O jogo Argentina - Colômbia trazia expetativas elevadas, por estarem em competição duas grandes candidatas à vitória final. A Argentina esteve sempre mais próxima do golo e a Colômbia teve sempre em Ospina a sua salvação. O guardião colombiano esteve sempre muito interventivo e conseguiu levar a sua seleção aos penáltis (na Copa América não há prolongamento). A Argentina nas grandes penalidades venceu por cinco a quatro. Foi Tévez, no dia em que viu oficializado o seu regresso ao Boca Juniors dez anos depois, que carimbou a passagem da Argentina.

Por fim, o Brasil - Paraguai. Na primeira parte foi um jogo com poucas oportunidades de golo, havendo muita disputa no miolo do terreno. Robinho ao minuto quinze marcou para o Brasil. Na segunda parte, ambas as equipas apostaram mais nas saídas rápidas, mas sem sucesso. Aos 70', Tiago Silva faz penálti por mão na bola, Derlis (ex- Benfica) não desperdiça e empata a partida. O Paraguai tornou-se mais perigoso, com o Brasil a acusar muito o golo sofrido. O resultado não se alterou e seguiram-se as grandes penalidades. A surpresa deu-se com a vitória do Paraguai por quatro a três, com Derlis a carimbar a passagem da sua seleção.