A saída, há muito anunciada, de Jackson Martínez está cada vez mais perto de se tornar uma realidade. O presidente do #Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, tornou pública a decisão do avançado colombiano em declarações feitas ao Porto Canal. "O Jackson escolheu o Milan", contou o líder azul e banco ao canal portuense. "Antes de ir de férias, ele anunciou que queria sair. A cláusula de 35 milhões não é para ser discutida, tem é de ser paga".

Quanto ao destino escolhido pela estrela dos dragões, Pinto da Costa disse o seguinte: "Isto é o que ele quer. O destino é irrelevante, no que a mim diz respeito. Eu quero é que ele seja feliz". Devido à intransigência do FC Porto em aceitar qualquer proposta abaixo da cláusula de rescisão, o negócio envolverá uma soma de 35 milhões de euros e será concluído e tornado público após a conclusão da participação colombiana na Copa América.

Jackson marcou 92 golos em 132 jogos, em 3 épocas de azul e branco, tornando-se o 12º maior goleador da história do clube (tem o segundo menor número de jogos do top 12, só Correia Dias marcou mais em menos partidas) e o 5º se contarmos somente os golos europeus (partilha o 5º lugar com Derlei e Madjer, todos com 14 golos). Estes números confirmam o lugar do Chá Chá Chá na galeria de ilustres da história dos Dragões, contudo, é de salientar que o colombiano vai ser mais recordado pelos êxitos individuais do que pelos colectivos. Nas 3 épocas na invicta, Jackson foi o melhor marcador da liga portuguesa, contudo, o clube só ganhou 3 títulos. O campeonato em 12/13 (na primeira época do avançado) e duas Supertaças.

O que teria sido de um FC Porto com Jackson se o plantel fosse melhor? Será que o número de títulos teria sido diferente? Será que teria saído mais cedo? Ou Jackson é um daqueles jogadores que não faz os colegas melhores e, por isso, não faria diferença com quem joga? Seja como for, é de salientar que na sua primeira época jogou com James, João Moutinho, Lucho, Fernando, Otamendi e Mangala. Na segunda, Moutinho e James foram para França (Josué, Carlos Eduardo e Licá foram os escolhidos para os substituírem), Lucho e Otamendi saíram a meio da época e Fernando e Mangala jogaram com a Premier League na cabeça. Este ano, o plantel era melhor, mas tudo era novo e a adaptação à realidade táctica do futebol português foi algo que muitas das contratações (e Lopetegui) demoraram a entender. Aplicar uma forma de jogar diferente também leva o seu tempo e a equipa não serviu o capitão da melhor maneira.

Para concluir, é importante salientar que a época que vem pode ser a primeira, desde 2008, em que o FC Porto não terá um colombiano no plantel principal (na altura, o colombiano solitário era Guarín), algo que se tornou usual na equipa portuense, pois a saída de Juan Quintero parece ser uma inevitabilidade (o Cruzeiro é apontado como o potencial destino). #F.C.Porto #Mercado de Transferências