Jorge Jesus é novamente apontado ao Sporting. O treinador bicampeão pelo #Benfica e o presidente, Luís Filipe Vieira, mantêm reuniões há dois dias para definir o futuro do técnico e do clube, mas até agora ainda não houve qualquer entendimento. Atento a este processo negocial está o emblema do outro lado da Segunda Circular, que ainda não tomou qualquer decisão sobre a eventual continuidade de Marco Silva. Esta quarta-feira, a imprensa desportiva dá conta do afastamento de posições entre Jesus e Vieira, que durante seis anos mantiveram uma relação muito cordial.

Recorde-se que há duas épocas, quando o Benfica falhou a conquista do campeonato de futebol no Estádio do Dragão e perdeu as finais da Liga Europa e da Taça de Portugal, o presidente encarnado garantiu o apoio ao treinador, apesar de todas a vozes críticas dentro e fora do clube. A extremar a possibilidade de um acordo está a carga salarial que Jesus aufere atualmente – quatro milhões de euros por época – e que Vieira quer baixar, aumentando os valores dos prémios, e ainda uma maior aposta na formação de jogadores do clube, preterindo a contratação de jogadores vindos de outros campeonatos. Para Jesus, é fundamental que o Benfica assuma perante os adeptos a nova estratégia do clube.

Jesus tem sido apontado a outros clubes europeus, nomeadamente em Espanha, Itália e França, mas o treinador está mais inclinado para continuar em Portugal, face à sua situação familiar. E é aqui que entra o #Sporting. Já não é a primeira vez que é noticiado o interesse dos leões em contratar o treinador e o jornal ‘A Bola’ volta a falar da vontade de Bruno de Carvalho avançar para uma proposta a Jesus. Mas a questão salarial volta a ser o grande obstáculo, uma vez que o Sporting tem uma política salarial muito restritiva e pretende manter essa estratégia.

Apesar de ter levado o clube a conquistar o seu primeiro título em sete anos e de ter o apoio dos adeptos, Marco Silva ainda não sabe se continua em Alvalade. O treinador tem mais três anos de contrato, mas durante as comemorações da conquista da Taça de Portugal foi preterido para segundo plano, quer na festa realizada no Estádio de Alvalade, quer na receção oferecida pela Câmara Municipal de Lisboa.