No #Futebol de Alvalade vai existir uma guerra de poderes. Como avançam os jornais desportivos, Jorge Jesus quer ser o homem forte do #Sporting e, por isso mesmo, Bruno de Carvalho não poderá ter certas atitudes do passado. Jesus assinou porque o clube leonino garantiu-lhe algo que o Benfica não podia aceitar, o seu total controlo do futebol profissional. O choque de personalidades pode ainda agora estar a começar.

Bruno de Carvalho é um homem de convicções e, sobretudo, gosta de estar presente nas decisões e nos grandes momentos do departamento do futebol do clube leonino. Com Marco Silva o presidente nunca gostou que este criticasse a sua postura. No entanto, Bruno de Carvalho criticava-o publicamente, estava constantemente no banco durante os jogos e decida os jogadores a vender e a contratar, raramente pedindo opinião ao técnico português.

Ora, com Jorge Jesus isto será obrigatoriamente diferente. Para além do ordenado, um dos grandes entraves à renovação de Jorge Jesus com o Benfica, tal como foi referido na passada semana pelos órgãos de comunicação nacional, era a perda de poder do treinador para com o departamento de futebol, cedendo a Luís Filipe Vieira algumas decisões desportivas. Ao contrário do que aconteceu no Benfica, Buno de Carvalho terá garantido a Jorge Jesus, no processo da sua contratação, que este seria o homem forte do futebol. Contudo, isto terá que levar ao presidente do Sporting a dar alguns passos atrás no seu modelo de gestão, visto que Jesus não estará disposto a ser pressionado financeiramente e desportivamente por este.

Para além desta gestão de poderes no âmbito desportivo, um dos maiores problemas que os comentadores desportivos levantam é o choque de personalidade de ambos. Jorge Jesus nunca tem medo de falar, tal como aconteceu a Marco Silva, mas foi precisamente essa falta de receio de expressar as suas opiniões em público que levou Bruno de Carvalho a não conseguir estar presente na mesma sala que o técnico leonino. Teremos um Jesus mais retraído e disposto a partilhar o seu espaço técnico com Bruno de Carvalho? Ou, pelo contrário, o presidente vai dar total liberdade a Jesus para operar, algo que nunca conseguiu fazer com Marco Silva?