#Lionel Messi, capitão da selecção argentina, recusou receber o prémio de melhor jogador no encontro contra o Paraguai, que terminou com um empate a dois, mas não será multado por essa recusa, segundo adianta a agência espanhola de notícias EFE, citando fontes da organização da Copa América. Perante a "nega" do craque do Barcelona, a escolha acabou por recair no avançado paraguaio Nelson Haedo Valdez, que apontou o primeiro golo da sua equipa. Fontes da organização confirmaram também que a selecção argentina será sancionada economicamente como "reincidente" devido à falta de comparência de um jogador na conferência de imprensa após o jogo. Uma situação que tinha já acontecido também no encontro com os jornalistas para fazer a antevisão do encontro. Em ambas as situações o seleccionador argentino apresentou-se sozinho, quando deveria estar acompanhado de um jogador da equipa.

Tata Martino está também, sem ter grande culpa disso, no centro de uma outra polémica, protagonizada por Messi e Di María. Aconteceu no túnel de acesso aos balneários, quando La Pulga e o jogador do Manchester United regressavam ao relvado após o intervalo. A Argentina ganhava por 2-0 e os dois conversavam e riam. Uma das câmaras presentes conseguiu captar parte do teor da conversa. "O que é que ele disse no balneário? Uma boludez?", perguntava Messi. Boludez pode ser traduzido como algo tonto ou sem importância. "Que não é um resultado fácil…", respondeu o ex-Benfica e Real Madrid. Sempre entre risos. Tudo indica que os dois futebolistas se riam da advertência feita pelo seleccionador Gerardo Tata Martino sobre o que poderia suceder na segunda parte do encontro. E sucedeu. Porque, apesar da boa disposição de Messi e Di María, o Paraguai conseguiu empatar o jogo, que acabou 2-2.

Duelo Messi-Ronaldo continua

Independentemente destes dois incidentes, que mostram que, tal como todas as outras grandes estrelas do futebol mundial, o argentino também tem o seu ego, a verdade é que, dentro do campo, o camisola 10 continua a liderar e a marcar golos decisivos para a alviceleste. E, numa altura em que #Cristiano Ronaldo está já de férias - nem sequer participou no amigável da selecção portuguesa contra a Itália, em Genebra - a estrela do Barcelona corre ainda para bater o avançado do Real Madrid em mais um duelo individual: o título simbólico de melhor marcador da época.

Cristiano Ronaldo terminou a temporada da melhor forma, com um hat-trick que deu a vitória a Portugal na Arménia e abriu as portas do Euro 2016 à equipa das quinas. Com esses três golos, o craque madeirense encerrou a temporada com 66, entre o Real Madrid e a selecção portuguesa. CR7 jogou um total de 60 partidas, o que dá uma média de 1,1 golos por jogo. Já Messi terá, no máximo, mais cinco encontros, caso a Argentina chegue à final da #Copa América. Marcou de grande penalidade frente ao Paraguai e enfrenta agora o Uruguai e a Jamaica. Com o golo apontado frente aos paraguaios, o atleta do Barça soma 62 noutros tantos desafios (média de um por jogo) e está a quatro do grande rival. Conhecendo as suas qualidades e momento forma, esse título honorífico está perfeitamente ao seu alcance.

Os números de Messi e Ronaldo são impressionantes e, em toda a Europa, apenas um jogador se aproxima dos seus registos. E numa liga menor. Trata-se do espanhol Jonathan Soriano, avançado do Red Bull Salzburgo, da Áustria, que marcou 44 golos em 45 jogos.