Sete altos dirigentes foram da #FIFA foram detidos na semana passada por alegado envolvimento num escândalo de corrupção de milhões de euros. Depois de uma forte pressão mediática e internacional, com várias confederações a pedirem a demissão do homem forte do futebol mundial, o dirigente suíço acabou por demitir-se. A decisão foi anunciada em Zurique, numa conferência de imprensa e apanhou o mundo de surpresa. "O meu mandato parece não ser apoiado por todos, por isso vou convocar um congresso extraordinário, com vista à minha substituição, e não vou concorrer", revelou Joseph Blatter.

Aos 79 anos, o dirigente suíço inicia, assim uma revolução no seio da FIFA, ao solicitar junto do Comité Executivo a convocação de um congresso eleitoral extraordinário para que seja escolhido um sucessor. A decisão surge depois de Blatter vencer, no último congresso eleitoral realizado na Sexta-feira passada, as eleições contra o príncipe jordano Ali-bin al Hussein. Recorde-se que, inicialmente, também Luís Figo e Michael Van Praag estavam na corrida, acabando depois por desistir.

A demissão surge após a detenção em Zurique, na Suíça, na última quarta-feira, de sete responsáveis da FIFA a pedido das autoridades norte-americanas. De acordo com a justiça dos Estados Unidos da América (EUA), 14 pessoas são acusadas de corrupção, nomeadamente atribuição de várias competições (uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 foi simultaneamente aberta pelas autoridades suíças), suborno (no valor de quase 140 milhões de euros) e conspiração.

No total, são nove dirigentes e cinco parceiros da FIFA indiciados pelo departamento de justiça dos EUA. Os crimes referidos terão sido cometidos nos últimos 24 anos. Os vice-presidentes da FIFA, Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb estão entre os acusados, tal como Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul. Por fim, também Eduardo Li, Jack Warner, Júlio Rocha, Rafael Esquivel e Costas Takkas e José María Marín integram o rol de dirigentes indiciados.

O anúncio surge no mesmo dia que Luís Figo volta a pressionar Joseph Blatter a renunciar ao cargo. Segundo o que o ex-internacional português escreveu nas redes sociais, "a FIFA continua nas primeiras páginas, mas pelas piores razões. Até quando Sr. Blatter?". Poucas horas depois, o recém-eleito para o quinto mandato enquanto presidente da FIFA anuncia a sua saída.