A selecção dos EUA atropelou a sua congénere japonesa na final do Campeonato do Mundo de Futebol Feminino 2015 e sagrou-se campeã pela terceira vez, 16 anos depois do seu último troféu. Naquela que era uma partida para acertar contas, depois da vitória japonesa na última final, as americanas mostraram uma eficácia acima da média e levaram os seus adeptos no estádio de Vancouver à loucura. O Japão perdeu assim a oportunidade de igualar a Alemanha, com dois títulos mundiais. Já as americanas, com o "tri", são agora a seleção mais titulada de uma competição que se iniciou em 1991.

EUA 5 - 2 Japão 

Num começo de partida demolidor, os EUA já se encontravam a ganhar por quatro golos sem resposta à passagem do quarto de hora. O primeiro golo foi de Lyod que, após canto de Rapinoe, atirou para a baliza perante a passividade da defesa adversária. Dois minutos e meio depois, um livre batido por Holiday encontrou os pés de Lloyd que rematou para o segundo golo da noite. Apenas cinco minutos passados e já se adivinhava uma goleada das antigas.

A defesa japonesa estava apática, como se viu no mau alívio de Iwashimizu na área que Holiday aproveitou para atirar forte para o fundo das redes. A selecção asiática estava a viver o seu pior pesadelo, que ficaria ainda mais negro quando Lloyd viu Kaihori fora da baliza e fez um chapéu desde o seu meio campo, deixando a guarda-redes japonesa completamente batida. A jogadora americana fazia o hat-trick e sentenciava praticamente a partida. 

O Japão ainda conseguiu reduzir aos 27 minutos por Ogimi acabando com o recorde de Solo de 540 minutos sem sofrer golos. As asiáticas ainda tentaram novamente o golo, mas desta vez a guarda-redes americana esteve à altura. 

A segunda parte abriu praticamente com um auto-golo de Johnston, que colocou a bola dentro da própria baliza após um livre de Miyama. As japonesas acreditavam agora num milagre mas, dois minutos depois, Heath restabeleceu a diferença de três golos e fechou o resultado. As campeãs olímpicas festejaram o seu terceiro título mundial de #Futebol Feminino e voltaram a alcançar o ponto mais alto da modalidade 16 anos depois. 

O Rescaldo

O Mundial acabou mas deixa questões que devem ser analisadas. Uma delas, o uso de relvado sintético, pouco aconselhável para a modalidade e que levou muitas jogadoras a virem publicamente mostrar o seu desagrado. A pergunta que fica é de que se o torneio se realizaria nestas condições se este fosse um Mundial de futebol masculino.

Outra grande questão é a falta de aposta das federações no futebol feminino. Pelo que foi possível perceber pela qualidade das equipas neste Mundial, o paradigma do futebol feminino está a mudar e a percepção do público também, o que de certa forma ajuda a explicar os recordes de assistência ao vivo e pela televisão dos jogos deste ano. Esperemos que esta seja uma tendência a manter nos próximos anos, porque o futebol feminino merece.

O próximo Mundial realiza-se em França, em 2019. 

Prémios Individuais

Bola de Ouro: Carli Llyod 

Bota de ouro: Celia Šašić 

Luva de Ouro: Hope Solo 

Melhor Jogadora Jovem: Kadeisha Buchanan 

Prémio Fair Play: França