Com a modernização do futebol, que levou ao aumento do número de transferências entre clubes de diferentes países, é cada vez mais difícil de encontrar uma clube que tenha um plantel constituído por uma maioria de jogadores nascidos em território nacional. Mais complicado ainda é compor um plantel só com atletas provenientes do mesmo país de origem do clube. Mas há, em Portugal, um caso desses. Depois de vender Deyverson aos espanhóis do Levante, numa transferência avaliada em dois milhões de euros e que estará muito próxima de ser oficializada, o Clube de Futebol "Os Belenenses" tem um plantel 100% português.

Os 27 atletas pertencentes ao atual plantel do clube nasceram todos no nosso país. Até a equipa técnica é totalmente lusa: o treinador é Ricardo Sá Pinto, que se faz acompanhar pelos adjuntos João Neves e Tiago Moutinho e pelo treinador de guarda-redes Rui Correia.

E em Belém a política de valorização dos jogadores portugueses parece ser para continuar a seguir à risca. Embora não seja, obviamente, um requisito obrigatório para se fazer parte do plantel do Belenenses, essa característica, porém, parece estar a ser tida em conta pelos responsáveis do clube. Algo que pode reforçar esta ideia são os alvos que têm vindo a ser apontados pela imprensa nacional como prioritários para reforçar o ataque do conjunto lisboeta: Hélder Postiga e Tozé Marreco, dois avançados portugueses e ambos, de momento, sem clube.

Os "azuis do Restelo" são, de resto, um caso único no principal escalão do futebol português. Tendo em consideração a presente constituição dos plantéis das diferentes equipas que vão disputar a próxima edição da Liga NOS, existem somente mais seis equipas com um grupo maioritariamente português: Paços de Ferreira, Vitória de Guimarães, Nacional, Rio Ave, Vitória de Setúbal e Arouca. Entre os chamados "três grandes", o Sporting é o que mais valoriza o jogador português, que representa 46,7% do seu plantel. Segue-se o Benfica, com 35,5%, e só depois o FC Porto (33,3%). #Primeira Liga Portuguesa