A Federação de Futebol da Holanda (KNVB) baniu quatro jovens futebolistas holandeses por terem morto um árbitro assistente num jogo em Almere, em 2012. Os quatro jovens, que no ano do acontecimento dos factos tinham idades compreendidas entre os 15 e 17 anos, foram condenados a dois anos de prisão por homicídio involuntário. O processo demorou apenas 6 meses a ser resolvido visto que o caso ocorreu em Dezembro de 2012 e as penas foram conhecidas em Junho de 2013.

Este trágico acidente aconteceu no estádio do Buitenboys B3 (de Almere) e foram os jogadores da equipa do Nieuw-Sloten B1 (de Amesterdão) que cometeram o crime. O árbitro assistente foi mesmo golpeado no abdómen e na cabeça, tendo sido levado de imediato para o hospital local onde viria a falecer no dia seguinte. Para além dos quatro jovens, o pai de um dos jogadores, que também esteve directamente envolvido no crime, foi condenado a seis anos de prisão, enquanto um quinto jogador foi suspenso por cinco anos (podendo jogar depois do período de suspensão) por assumir o envolvimento no crime e mostrar arrependimento com o sucedido.

Ao longo da história do futebol têm-se registado várias tragédias, quer seja com árbitros, com jogadores ou até mesmo com os adeptos. Recorde-se, por exemplo, o jogo de qualificação para os Jogos Olímpicos entre o Peru e a Argentina. Aconteceu em 1964 e há quem diga que foi a maior #Tragédia da história do futebol. Resultado: 350 mortos por confrontos entre adeptos e polícia. Outro dos acontecimentos mais conhecidos a nível mundial é o encontro entre Liverpool e Nottingham Forest, em 1989, num jogo a contar para a meia-final da Taça de Inglaterra. O desastre de “Hillsborough” causou 96 mortos e 766 feridos, provocados por milhares de pessoas terem forçarem a entrada num estádio que já estaria esgotado.

Quanto a jogadores, Miklós Féher é o caso mais conhecido em Portugal por ter falecido em campo durante um jogo entre o Vitória de Guimarães e Sport Lisboa e Benfica no dia 25 de Janeiro de 2004 no Estádio D. Afonso Henriques. Serginho (ex-jogador do São Caetano) também morreu em campo aos 30 anos de idade, sendo esta uma das maiores tragédias na história do futebol brasileiro.