O campeonato da 1ª Divisão Distrital da AF Santarém já vai na 7ª Jornada e o Clube Atlético Riachense, que na última temporada teve uma época bastante atribulada (tendo acabado mesmo por desistir antes de começar a 2ª Fase do CNS), tem feito até ao momento, um campeonato bastante razoável, ocupando o 6º posto da tabela classificativa. Até ao momento, o Riachense já disputou 7 jogos, sendo que venceu 3 encontros, empatou 1 e saíu derrotado nos outros 3. Depois de na última temporada o Riachense ter desistido do CNS, a direcção que liderava o clube acabou por deixar o cargo à disposição. As eleições foram marcadas e três listas foram a votos. Pedro Vaquita foi o vencedor e desde aí, que é o presidente do clube. Muitas alterações surgiram, e o recém eleito, teve de construir uma equipa completamente do zero, tendo ido buscar cerca de 16/17 jogadores a equipas do distrito de Santarém, na tentativa de construir o plantel mais coeso possível, dentro das possibilidades económicas do clube, que não são as melhores.

Estivemos à conversa com o novo presidente do Clube Atlético Riachense.  

BlastingNews- Em que momento é que achou que era a pessoa indicada para assumir as redes do Clube Atlético Riachense?

Pedro Vaquita: No dia em que assumi a direção do Clube Atlético Riachense. Porque se não o tivesse feito o CAR fecharia portas.

BN- Qual foi a maior dificuldade com que se deparou assim que assumiu o cargo de presidente?

PV: A fatura da EDP. Todos os meses são 1200 euros de luz, onde o clube, ao contrário de outros do nosso concelho, tem essa fatura paga.

BN- Como é que o Atlético conseguiu em tão pouco tempo reunir um leque tão amplo de jogadores com interesse em ingressar numa equipa que vinha de uma desistência na época anterior?

PV: Pela história do clube, pela vontade dos jogadores e principalmente pelo facto de os jogadores acreditarem no projeto liderado por mim e pelo treinador Mário Nelson.

BN- Mário Nelson foi a sua primeira opção para comandar a equipa? O que está a achar da prestação do treinador até ao momento?

PV: Primeira e única opção do meu projeto. De acordo com o que estava planeado para o início deste projeto.

BN- Conhecendo as dificuldades financeiras do clube, como é possível fazer a gestão do plantel, mantendo tudo em ordem? A Câmara Municipal e a Federação têm pago tudo o que devem ao clube? E as despesas do Atlético têm sido todas vencidas?

PV: Com muita ajuda dos sócios e dos amigos do Clube. A Câmara vai pagando, a Federação nem um euro!

BN- Os sócios são uma mais-valia nos clubes desta dimensão. O que tem achado da massa associativa que tem acompanhado o Riachense, jogo após jogo?

PV: Sim, pelo menos nos jogos em casa, têm estado presentes o que é sinal que acreditam no trabalho que está a ser desenvolvido. Gostaria de ter mais adeptos, principalmente jovens que são o futuro do clube.

BN- Qual é o objectivo para esta temporada? O início menos bom de época pode comprometer toda a restante temporada?

PV: O objetivo está definido dentro do grupo, no final da época fazemos o balanço de todo o percurso realizado respetivo à época transata.

BN- Sabemos que vai abrir uma secção de #Andebol, mas por exemplo, o futsal nem sequer abriu. As camadas jovens são cada vez mais escassas. Qual é exactamente a posição da direcção sobre as camadas jovens e outras modalidades?

PV: Sim, o andebol vai ser uma seção para abrir. Em relação ao futsal acabou, mas até ao momento a única coisa que me deixaram foram dívidas; nem chaves da secção, nem material, esperando que me digam alguma coisa. Nas camadas jovens, em relação aos espaços que o clube consegue arranjar, nomeadamente a formação de futebol 11 e futebol 7, conseguimos ter 70 atletas inscritos, sendo que o único espaço disponível é o relvado.  

BN- Em suma, qual é o seu balanço pessoal até ao momento desta nova experiência? Está a corresponder às suas expectativas?

PV: Está a ser boa e a corresponder às expectativas que eram esperadas para o projeto.