Após a retirada de Sir Alex Ferguson em 2013 do comando do Manchester United, depois de mais de 20 anos ao serviço dos “red devils”, eis que outro ícone do futebol inglês está prestes a retirar-se de cena. Falamos de Arsène Wenger. Tocou o alarme em Londres quando, após uma breve conferência de imprensa no passado dia 15 de Outubro, o técnico francês revelou aos jornalistas presentes que pretende “cumprir o seu contrato até ao fim, deixando o clube bom o suficiente para o seu sucessor levar o Arsenal aos trilhos do sucesso”.

Notícia o jornal britânico Daily Mail que as recentes prestações do Arsenal no campeonato (que não vence desde a época 2003-2004) e nas competições europeias nos últimos anos têm colocado o técnico numa posição desconfortável, pois a crítica entende que o Arsenal não consegue ter ideias de jogo ou inovar os seus esquemas, colocando a responsabilidade em Wenger, que defendem ser um treinador antiquado e que não se adequa às necessidades do futebol moderno.

O contrato do treinador termina no fim da próxima época, e embora admita que exista vontade de todas as partes para a renovação do mesmo, o técnico refere que muito dificilmente esta ocorrerá, pois afirma que se “sentia mais relaxado há 19 anos e que agora, com o desenvolvimento do desporto rei, o ambiente é totalmente diferente”.

De acordo com o The Mirror, existem já 5 possíveis sucessores ao lugar do francês: em primeiro lugar surge o nome de Pep Guardiola, técnico que termina contrato com o Bayern Munique no final da presente época e que há muito é cobiçado em terras de Sua Majestade, sendo no entanto uma tarefa complicada para o Arsenal, visto que também o Manchester City tem o técnico espanhol em boa posição para assumir os destinos do clube. Em segundo lugar surge o atual treinador do Southampton, Ronald Koeman que, segundo a imprensa, tem vindo a fazer um excelente trabalho ao comando do atual clube; em terceiro lugar da lista vem o nome de Roberto Martinez, atual treinador do Everton, que reúne bastante consenso entre os adeptos devido ao trabalho desenvolvido. Os outros dois nomes falados e que estão nos últimos lugares desta lista são os franceses Remi Garde e Patrick Vieira, não tanto pela sua performance como treinadores, mas pela sua brilhante carreira ao serviço da equipa enquanto jogadores.

Nas redes sociais já foi possível verificar a opinião dos adeptos, sendo que alguns defendem que esta decisão já vem tarde pois há muito tempo que se acabou o tempo de Wenger no comando do Arsenal e é necessário sangue novo, mas a grande maioria defende ainda que é prematura a saída do técnico francês após tantos anos no comando do clube, e que será um dia muito triste para a família arsenalista.

Quem está expectante com esta possível saída do técnico é a direção do Paris Saint-Germain, que vê Wenger como o sucessor ideal de Laurent Blanc. #Premier League