Histórico. Assim se pode definir aquilo que os adeptos do Vitória, e do futebol em geral, viveram nos últimos 20 minutos do encontro entre vimaranenses e leões. O #Sporting, com uma vantagem de três golos, com o domínio e controlo do jogo desde praticamente o seu início - apenas nos primeiros 15 o Vitória conseguiu dividir a iniciativa do jogo - deixou-se empatar por um Vitória que nunca desistiu. Com #Marega, novamente, a ser decisivo. 

Não se vêem muitos jogos assim em Portugal, com recuperações de três golos. E, mais do que isso, com recuperações depois de um jogo tão desigual. O O Sporting, até ao minuto 70, dominou por completo o encontro. Depois de aguentar uma entrada agressiva do Vitória - que não deixava espaço para o meio-campo adversário - os leões tomaram conta da zona nevrálgica do terreno e foram intensificando o domínio. Com Adrien, e depois Elias, a mandar no meio, os espaços para Gelson, Ruiz e Markovic desequilibrarem foram surgindo.

Numa dessas situações, Gelson - em mais uma noite endiabrada - fez a diferença e Markovic limitou-se a encostar. O Vitória mostrava-se impotente e foi sem surpresa que, ainda antes do intervalo, Coates, aproveitando uma fífia de Douglas, aumentou a vantagem. 

O 2.º tempo chegou e não trouxe com ele novidades. Um Vitória pouco intenso e um Sporting que ia controlando o jogo e descobrindo quase sempre as melhores opções para criar perigo. Já depois de ter estado perto do golo, Elias, beneficiando de mais um erro de Douglas, sentenciou o jogo. Pensavam todos...

A resposta vitoriana

Pedro Martins mexeu na equipa e arriscou, retirando o trinco da equipa e colocando um meio-campo a três, com jogadores de tracção à frente (João Pedro, Bernard e João Aurélio). Do arriscar ao petiscar foi um segundo. William cometeu um penalty desnecessário e permitiu a Marega dar um pouco de honra à sua equipa. O Sporting adormeceu e deixou João Aurélio, à vontade, cruzar para Marega criar a primeira erupção. De patinho feio a melhor marcador do campeonato.

O Vitória, sempre com mais coração do que cabeça, acreditou sempre no empate. O lance decisivo, curiosamente, começou em...Marega. O avançado ganhou um livre lateral que Soares materializou no golo histórico.

Muito mais do que um jogo de futebol. Muito mais do que um ponto ganho. Muito mais do que dois pontos perdidos. Um jogo histórico. Jesus estava no banco e o célebre minuto "otchencha e otcho" foi cruel para os leões. #Vitória Guimarães