Depois da derrota na jornada inaugural contra esta mesma #Suíça, era obrigatório entrar com o pé direito neste jogo para o sonho russo se tornar realidade. Previa-se tarefa complicada para Cristiano Ronaldo e companhia, e apenas um auto-golo a poucos minutos do final da primeira parte fizeram jus à superioridade de #Portugal. O objetivo era claro, conseguir um bilhete para a Rússia [VIDEO], mas desde cedo que a seleção suíça não o quis entregar de mão beijada, fazendo da sua defesa a arma mais mortífera contra o perigoso ataque português.

A equipa das Quinas conseguiu impor o seu jogo desde o início da partida, estando constantemente à procura do golo que lhe daria o acesso direto ao Mundial, mas raramente se via a bola dentro da grande área suíça.

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Tratava-se de um jogo muito bem disputado no meio campo adversário, com boas movimentações de bola e à procura do espaço aberto para penetrar, mas faltava algum critério na derradeira decisão de ir para cima do adversário. Talvez a falta de um extremo puro fizesse com que o jogo não fosse tão direto e as bolas não chegassem com mais facilidade à pequena área onde morava o guarda-redes Sommer (e talvez, nesse aspeto, a inclusão de Gelson ou Quaresma fosse o mais adequado). Nesse ponto, percebe-se a ideia de Fernando Santos ao querer manter sempre o equilíbrio no meio campo quando Portugal estivesse numa situação sem bola e onde fosse pedido aos dois "falsos extremos" que fechassem na zona central, fazendo com que o meio campo português fosse uma zona mais povoada.

Entretanto brilhavam William Carvalho e o pequeno Bernardo Silva, que fazia de tudo para marcar a diferença e tentar entrar na grande área suíça com habilidades que lhe são muito características.

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Ora puxava a bola para dentro para tentar o cruzamento ou um passe para um colega mais aberto, ora tentava ir para cima do adversário e jogar o um contra um.

No entanto de pouco servia o endiabrado génio, quando na verdade a bola pouco chegava à área adversária nas melhores condições, e muito por culpa dos "vergonhosos" cruzamentos que iam saindo dos pés dos jogadores portugueses. Nem o sempre constante Cédric conseguia retirar da cartola um cruzamento que chegasse em condições à dupla André Silva/Cristiano Ronaldo. E por falar no capitão, poderemos dizer que o símbolo maior da nossa seleção esteve num dia completamente desinspirado, conseguindo mesmo desperdiçar um golo na cara do guarda-redes (ao contrário do seu compatriota que foi capaz de fazer o gosto ao pé, dando o golo da tranquilidade à nossa seleção).

No geral, poderemos dizer que foi um jogo onde o resultado foi claramente o fator mais importante e com uma razoável nota artística que não se conseguiu traduzir em mais golos. Conseguimos chegar ao 2-0 mas fica a ideia que o resultado poderia ter sido mais volumoso. #Mundial 2018