Parece que 20 de Dezembro foi o dia escolhido para o início de uma sucessão de ataques em França: sábados três polícias foram atacados em plena esquadra de Joué-Lès-Tours; domingo, na cidade de Dijon, cerca de treze pessoas foram atropeladas; e segunda-feira a vaga de atropelamentos continua e um indivíduo fere 11 pessoas, esfaqueando-se logo de seguida. Em todos os casos foram proferidas as seguintes palavras: "Alá é grande!". O país está sob alerta, a segurança aumentou e estes três incidentes estão a ser investigados.

Esta terça-feira, o Primeiro-Ministro francês, Manuel Valls, veio publicamente anunciar que ainda não foram encontradas ligações entre os acontecimentos ocorridos nas três cidades francesas, mas prometeu que tudo fará para que a segurança seja redobrada, e indicou que estão a ser tomadas medidas de combate ao terrorismo.

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Valls não deixou de fazer um apelo à união entre todos os cidadãos franceses, sobretudo nesta altura em que o país está perante uma situação particularmente delicada. Deixou também uma palavra de tranquilidade a todos os franceses, dizendo que se estão a fazer "todos os possíveis" para que a situação não se complique.

Ao analisar pormenorizadamente os vários casos, Florian Philippot, vice-presidente da Frente Nacional, diz ter a certeza de que, pelo menos em Joue-le-Tour e em Dijon, se trata de casos claros de terrorismo. Quanto a Nantes, confessa ter mais reservas, referindo apenas que é necessário avaliar, evitando, desta forma, tirar conclusões precipitadas. Philippot alerta para a importância de acompanhar as evoluções do Estado Islâmico, designadamente nas diversas redes sociais para se estar a par dos apelos feitos por estes aos seus seguidores.

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Segundo o vice-presidente Francês, este seria um aspeto fundamental no combate ao terrorismo, ou pelo menos, na minimização dos seus riscos.

Os próximos dias serão decisivos para a França. Os seus dirigentes afirmam estar já preparados para tomar medidas mais extremas no combate ao terrorismo; os cidadãos, preocupados e receosos, tentam compreender a origem destes incidentes.