Um carro armadilhado explodiu hoje junto a uma caravana da ONU, perto do aeroporto de Mogadíscio, capital da Somália, tendo causado a morte a pelo menos quatro pessoas. Fonte da polícia local afirmou à AFP que o carro-bomba infiltrou-se entre a escolta e os veículos blindados pertencentes à ONU, tendo de seguida provocado a explosão. Mohamed Liban, um polícia presente no local da explosão, disse à AFP que viu quatro cadáveres no chão após o atentado, que ocorreu num local perto das embaixadas de Itália e do Reino Unido. Para além dos mortos, há contabilizar ainda 10 feridos.

Esta zona é conhecida por ser extremamente violenta.

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Os ataques terroristas que aqui ocorrem são frequentemente desencadeados pelo grupo radical Al-Shabab, que tem ligações à Al-Qaeda. Esta zona da capital da Somália também é a base dos soldados (cerca de 22 000 homens) da União Africana. Estas tropas lutam habitualmente contra o grupo radical islâmico Al-Shabab.

O atentado ainda não foi reivindicado, mas suspeita-se que os autores terão sido tropas ligadas a este grupo terrorista, uma vez que são conhecidos por utilizarem carros-bomba nos seus ataques. Estas milícias têm feito muitos ataques na capital somali e pelo restante território do país, desde que foram expulsos das cidades do centro e do sul do território da Somália pelas forças ligadas à União Africana. O atentado de hoje pode ser considerado bastante idêntico a um que teve lugar no mesmo local, em fevereiro deste ano.

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Como resultado desse ataque registaram-se seis mortos.

Ataques no Quénia

Este ataque junto ao aeroporto da Mogadíscio surge depois de, ontem, o grupo Al-Shabab ter reivindicado um atentado no Quénia que teve como resultado a morte de 36 pessoas. Este grupo provoca atentados neste país vizinho da Somália, uma vez que o Quénia enviou tropas para combater em território somali. No histórico de ataques recentes destas milícias somalis ao Quénia, pode-se ainda referir o atentado contra um autocarro, que provocou a morte de 28 pessoas de origem não muçulmana. Estes ataques em território queniano já levaram o presidente do país a tomar medidas drásticas. Uhuru Kenyatta, presidente deste país africano, já destituiu o Ministro do Interior, Joseph Ole Lenku, e o chefe da polícia, David Kimaiyo.