A preparação de um novo acordo global para a redução dos gases de estufa deverá suscitar um novo confronto de posições entre os países mais industrializados e os países em vias de desenvolvimento. Em Lima, no Peru, onde desde o passado dia 1 decorre o COP20 (convenção das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas) inicia-se hoje o chamado Segmento de Alto Nível, com participação de ministros de Estado, presidentes da Colômbia, México, Chile e Peru, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. O objectivo é preparar um documento a apresentar na cimeira de 2015, em Paris, que permita um novo acordo global para a redução dos gases de estufa.

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Este protocolo deverá ser assinado em 2015 e entrar em vigor em 2020.

Nesse sentido, serão abordados temas como a responsabilidade histórica das emissões, a definição de parâmetros para que cada país possa efectivamente reduzir, e medidas para travar o lançamento de poluentes atmosféricos. Um primeiro rascunho do acordo já está feito, e propõe o corte de emissões de gases, adaptações à mudança do clima, reparações por perdas e danos causados por desastres naturais, contribuições financeiras, desenvolvimento e transferência de tecnologia. A discussão, porém, promete, dado que a União Europeia e os Estados Unidos querem refrear tantos objetivos, propondo apenas um vínculo que quantifique os gases a serem cortados a partir de 2020.  #Ambiente

Esta posição, dos países mais industrializados, não vai de acordo às intenções dos países em vias de desenvolvimento. Já neste COP20, os representantes da América do Sul anunciaram que irão assumir uma posição mais firme nas medidas necessárias para combater as mudanças climáticas. A desflorestação, o comércio ilegal e o trabalho precário são algumas das consequências das mudanças climáticas nestas regiões, que reclamam dos países mais desenvolvidos apoios financeiros e transferência de tecnologia que lhes permitam ações eficazes nesta área. 
Esta conferência prolonga-se até à próxima sexta-feira,e junta mais de 12 mil participantes, em representação de 195 países.