Uma loja da rede Walmart na localidade de Hayden, no Estado norte-americano do Hayden, foi ontem palco do que aparenta ter sido um terrível acidente. Uma mulher foi morta com uma arma de fogo pelo seu filho de apenas dois anos. O xerife do condado de Kootenai revelou que a vítima, de 29 anos, estava a caminhar pela loja com o filho e alguns outros familiares quando o rapaz, que ia na parte da frente do carrinho de compras, terá encontrado a arma na bolsa da mãe e terá disparado acidentalmente às 10h15 locais. De acordo com a Associated Press, a mulher teria licença de porte de arma.

A polícia já visionou as imagens das câmaras de vigilância do estabelecimento e terá determinado que o disparo, que ocorreu junto da secção de material eletrónico, foi mesmo acidental. A identidade da vítima ainda não foi divulgada, uma vez que as autoridades estão ainda no processo de notificar a sua família. Um porta-voz da Walmart considerou o incidente "Muito triste" e revelou que "A loja está a cooperar totalmente com a polícia na investigação da ocorrência".

Este incidente vem, mais uma vez, trazer à ordem do dia a lei de porte de armas nos Estados Unidos.

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O lobby dos fabricantes de armamento continua muito forte no país e, apesar dos regulares tiroteios e massacres em locais públicos como escolas e escritórios, as cerca de 40 leis para restringir o porte de armas aprovadas nos últimos dois anos esbarram com cerca de 70 diretivas legais que vão no sentido de enfraquecer esse controlo em diversos estados.

Entre as legislações a favor, destaca-se uma aprovada já este ano no estado da Geórgia, que permite aos seus cidadãos o porte de armas em bares, restaurantes, igrejas, aeroportos e mesmo salas de aulas em escolas primárias, em que os funcionários poderão andar armados se a direção do estabelecimento assim o decidir. A tragédia de ontem não é caso único em que menores matam acidentalmente um progenitor. No mês passado uma mulher foi fatalmente atingida em Oklahoma pelo seu filho de três anos, de forma aparentemente acidental, quando mudava a fralda a outro filho, de um ano.