Nos últimos tempos o chocolate tem estado na ordem do dia. As últimas informações dão-nos conta de que a produção atual de cacau não chega para fazer face ao elevado consumo em todo o mundo. Devido a isso, o preço do chocolate tem vindo a aumentar. Um dos países que mais tem comprado e consumido chocolate em grandes quantidades é a China. Cerca de 70% da produção de cacau deriva de países da África Ocidental, como Costa do Marfim e Gana, mas agora o seu cultivo está a ser prejudicado pelo tempo seco daquela região. Outro fator que também está a contribuir para a escassez do cacau é um fungo chamado Moniliophthora roreri que está a destruir grande parte da produção global.

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De textura macia e de paladar intenso, o chocolate constitui uma fonte rica de prazer sensorial e é adorado praticamente por toda a gente. Este alimento dos deuses, traduzido do grego, Theobroma significa, literalmente, "alimento dos deuses". Desde os dias longínquos da sua descoberta, o chocolate teceu entre as pessoas laços indissolúveis a todos os níveis possíveis de conceber - nacionais, culturais, sociais, económicos e mesmo espirituais. O chocolate nunca deixou de causar impacto, de ser alvo de comentários por parte da igreja, dos médicos, dos cientistas, dos reformadores sociais e da realeza. Durante todos estes séculos, foi vorazmente consumido, fosse sob que forma fosse, por todos os estratos da sociedade. Esta substância sólida, voluptuosa e possível de causar dependência a algumas pessoas, conhecido por chocolate, é nativa do novo mundo, remontando a sua origem à pré-história dos misteriosos reinos dos Olmecas e dos Maias.

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Habitantes do coração da América Central Equatorial, estas antigas civilizações foram responsáveis pelo cultivo da árvore da qual deriva o chocolate. Foram os Maias que prepararam pela primeira vez uma bebida amarga a partir dos frutos do cacau. Era uma bebida requintada, muito apreciada pelos reis e pela aristocracia e utilizada para solenizar rituais sagrados. Nos seus livros, os Maias descreviam várias maneiras de preparar e aromatizar esta preparação, que poderia ir de uma simples papa engrossada com farinha de milho a uma mistura fina para beber. Utilizavam várias especiarias para a aromatizar, embora a malagueta picante fosse a preferida. Para os Astecas, o chocolate era fonte de sabedoria espiritual, de uma energia tremenda e do aumento do desempenho sexual.

O chocolate é, sem dúvida, um alimento para o corpo, mas que sobretudo faz bem à alma. Talvez por isso esteja, nos dias que correm, a ser consumido de forma desenfreada. Esperemos que as últimas informações não se confirmem e possamos desfrutar deste "alimento dos deuses" por muitos e muitos anos. #Curiosidades