O cenário de dissolução do parlamento helénico concretizou-se hoje, depois de o candidato a Presidente da República, Stavros Dimas, não ter conseguido reunir, numa derradeira tentativa, o número de votos necessário para garantir a sua eleição. Este foi o terceiro momento de votação que o aspirante a chefe de Estado teve que atravessar depois de, em duas eleições anteriores realizadas nas últimas semanas, ter visto a sua nomeação falhar. Agora, e tal como refere a lei grega, proceder-se-á à organização de #Eleições legislativas antecipadas, com o objectivo de formar um novo governo.

Ao todo, foram 168 deputados que aprovaram a nomeação de Stavros Dimas, o candidato defendido pela coligação de governo, que inclui os partidos Nova Democracia (centro-direita) e PASOK (centro-esquerda).

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Este foi o mesmo número que o antigo comissário da União Europeia já tinha conseguido reunir na segunda tentativa de votação, realizada na semana passada, mas que se manteve longe da margem mínima de 180 votos que permitiria a sua aprovação, num parlamento constituído por 300 votantes.

De acordo com os media nacionais, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, anunciou a intenção de marcar eleições legislativas para o dia 25 de Janeiro. Para este efeito, terá de reunir-se com Karolos Papoulias, o actual presidente do país. No mesmo discurso, o líder do actual governo mostrou-se confiante na vitória da sua formação, garantindo estar convicto de que "as pessoas não vão deixar que os seus sacrifícios sejam desperdiçados". O também líder do partido Nova Democracia aproveitou para acusar as formações mais radicais no parlamento de terem forçado as eleições antecipadas, tal como referido pelo jornal grego Ekathimerini.

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De acordo com as mais recentes sondagens realizadas, o Syriza, associado à esquerda radical, é o partido que se encontra no topo das preferências dos cidadãos gregos e que tem usado, como símbolo e retórica, o combate às medidas de austeridade e a oposição perante os respectivos credores. Recorde-se que, em Maio deste ano, esta foi a formação política mais votada na Grécia, aquando das eleições europeias.