As abelhas são uma espécie ameaçada. Na Europa 24% das espécies está em perigo de desaparecer e o declínio das diferentes populações de abelhas está constantemente a aumentar em todo o mundo. Nos Estados Unidos, os cientistas apontam para um declínio de 29% por ano. "Quatro anos depois de se extinguirem as abelhas, extingue-se a humanidade", vaticinou Einstein ainda antes do problema chegar a esta escala. Mas as causas da crescente extinção, segundo se tem vindo a descobrir em investigações científicas, são os pesticidas que usamos para proteger a produção agrícola e também o aquecimento global, que estudos têm vindo cada vez mais a apontar como causa de mão humana.

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Acontece que sem abelhas, 70 das 100 plantações produzidas para alimentar a população do mundo estão também em perigo de extinção e, com elas, toda a cadeia alimentar corre o perigo de desaparecer. Se todas as abelhas desaparecessem, a quantidade de alimentos disponíveis nos supermercados passaria para metade só no primeiro ano da extinção. Num planeta onde habitam neste momento certa de sete mil milhões de humanos, é fácil perceber as consequências de uma súbita escassez alimentar.

Mas acontece que os humanos são responsáveis por outros problemas e as recentes notícias de uma possível extinção do chocolate vêm comprovar a necessidade de medidas drásticas para prevenir um cenário futurista devastador. A resposta dos especialistas quanto à ameaça do chocolate foi trabalhar para a criação de uma árvore que produza mais cacau do que as árvores que a Mãe #Natureza nos ofereceu.

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Isso é conseguido através da manipulação genética em laboratório, um negócio de milhões que está a transformar aos poucos o planeta.

Actualmente a manipulação genética de animais e plantas, assim como o uso de químicos como antibióticos, é responsável por crescimentos mais rápidos, mas não tão sustentáveis. A produção de gado, por exemplo, é responsável por grande parte dos gases de efeito de estufa que estão a causar o aquecimento global com uma contribuição de 80% de todo o metano produzido no mundo. Outro dos problemas é que, mesmo com a actual produção, os alimentos não chegam a todas as pessoas, o que indica que os habitantes dos países desenvolvidos estão a consumir em demasia alimentos não sustentáveis.

Desde 1900 que 75% da diversidade alimentar se perdeu, em parte devido à manipulação genética: de tal forma que investigações demonstram que 90% da comida é produzida com os genes base de apenas 12 plantas e cinco animais. Por outro lado, da mesma forma que continuamos a usar as fontes de energia mais baratas e também mais poluentes, como o petróleo, também usamos matéria-prima alimentar barata mas obtida de forma pouco ecológica, como o óleo de palma.

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Usado nos ingredientes de chocolates, cereais, gelados e até produtos de higiene, a produção do óleo vegetal, que os especialistas crêem ser o mais usado em todo o mundo, tem contribuído para a deflorestação maciça de áreas verdes na Ásia e em África.

Por tudo isto e muito mais, os sinais são já preocupantes em todo o mundo. Daqui a alguns anos o chocolate pode ficar mais caro do que produtos de luxo como o caviar, mas também os alimentos mais comuns poderão não estar tão acessíveis como na actualidade. Além disso, a sua qualidade está cada vez mais comprometida também. E todos os caminhos vão dar aos abusos da humanidade, a espécie que mais poderá sofrer com as consequências dos seus próprios actos. #Ambiente